# Frei José de Santa Teresa Ribeiro

- **Cargo:** Administrador da Missão
- **Mandato:** 1730–1759
- **Área:** Missão e Diretório (1718–1802)

Frei José de Santa Teresa Ribeiro foi o quinto e último administrador missionário de Tefé. Nomeado para substituir frei Francisco de Seixas, iniciou suas atividades em 1730 e governou por quase três décadas, até 1759, quando o Regimento das Missões foi substituído pelo Diretório dos Índios e ele passou a exercer apenas a função de vigário, com a criação da Paróquia de Santa Teresa d'Ávila.

Foi na sua administração que o povoado ganhou forma urbana. Reunindo brancos e índios, começou a formar ruas e quarteirões; incentivou a produção de farinha de mandioca, a pesca do pirarucu, a colheita da castanha, a produção de tabaco, milho e manteiga de ovos de tartaruga, e aumentou a produção de cacau — produtos comercializados em Belém e em Loreto. Ao fim de sua gestão, a aldeia já tinha três ruas, uma igreja, a casa do administrador e um cemitério, no lugar onde hoje fica a Agência da Capitania dos Portos.

A legislação vigente obrigava o missionário a conduzir também os descimentos, as guerras justas e os resgates, que aumentaram no período: índios do Japurá, do Jutaí, do Javari e do Juruá eram aprisionados e vendidos ou distribuídos como escravos, e foi construído, em uma antiga missão do padre Samuel Fritz, um posto cercado de pau-a-pique para depositar os prisioneiros até a distribuição para Belém e outras localidades. O livro registra o fato como imposição legal do período: "Por força da legislação vigente, o missionário era obrigado a fazer essa terrível atividade."

Em 1753, ainda sob o Regimento das Missões, foi criada em Tefé a primeira escola pública, além da que já existia dos missionários. Sua administração também recebeu o cientista francês Charles Marie de La Condamine, chefe da comissão científica da Academia de Ciências de Paris: ele passou por Tefé em agosto de 1735, subindo o Solimões rumo ao Peru, e novamente no final de agosto de 1743, na volta para a França. La Condamine deixou registro escrito da passagem pelas missões carmelitas do Solimões, entre elas Tefé.

## Experiência

- Administrador da Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas (1730–1759)
- Vigário da Vila de Ega a partir de 1759, com a criação da Paróquia de Santa Teresa d'Ávila
- Vigário de Ega presente à festa do Corpo de Deus de 23 de maio de 1779

## Realizações

- **Criação da primeira escola pública de Tefé** — Ainda na vigência do Regimento das Missões, foi criada em Tefé a primeira escola pública, ao lado da escola que já era mantida pelos missionários.
- **Formação das primeiras ruas e quarteirões** — Reunindo brancos e índios, organizou o traçado do povoado em ruas e quarteirões e ampliou a produção de farinha, pirarucu, castanha, tabaco, milho, manteiga de ovos de tartaruga e cacau.
- **Recepção ao cientista Charles Marie de La Condamine** — Recebeu em Tefé o chefe da comissão científica da Academia de Ciências de Paris, em agosto de 1735, na subida ao Peru, e no final de agosto de 1743, no regresso à França.

---

Fonte oficial: https://tefe.am.gov.br/museu/prefeitos/frei-jose-de-santa-teresa-ribeiro · Atualizado em 18 de agosto de 2026
