
Capitão-tenente, negociador da fronteira com o Peru
Conquista e fronteiraAntônio Luís von Hoonholtz foi o oficial da Armada que instalou-se em Tefé em 1872 para resolver a questão de fronteira entre o Brasil e o Peru — e que saiu dali com um título de nobreza tirado do nome da cidade.
Veterano da Guerra do Paraguai, onde capitaneou a corveta Araguari, chegou à cidade em 1872 e conduziu os trabalhos de demarcação. Estes, registra o livro, "foram concluídos com vantagens para o Brasil": no mesmo ano foi firmado o acordo conhecido como Termo de Paz Soldan-Hoonholtz. Pelo resultado e pelos inúmeros serviços prestados ao Império, D. Pedro II conferiu-lhe o título nobiliárquico de Barão de Tefé.
É por causa dele que o nome da cidade circula fora do Amazonas: o título passou para a toponímia brasileira e antártica, e o Barão de Tefé é lembrado também como hidrógrafo e desenhista da Marinha. Nasceu em Itaguaí, no Rio de Janeiro, em 9 de maio de 1837, e faleceu em Petrópolis em 6 de fevereiro de 1931.
Instalou-se em Tefé para resolver a pendência de limites entre o Brasil e o Peru; os trabalhos foram concluídos com vantagens para o Brasil.
Fixou a fronteira do alto Solimões e encerrou uma disputa que se arrastava desde o período colonial.
D. Pedro II conferiu-lhe o título nobiliárquico de Barão de Tefé pelo resultado da negociação e pelos serviços prestados ao Império.
Levou o nome da cidade para fora do Amazonas, incorporando-o à toponímia nacional.