
Capitão da Guarda Nacional, superintendente e professor
AdministradoresBernardo Joaquim Batalha, capitão da Guarda Nacional e filho de Tefé, exerceu vários cargos públicos no município entre 1875 e 1910 — foi superintendente e, ao mesmo tempo, professor municipal. Acumular as duas funções não era retórica: em 1877 assumiu pessoalmente a escola de meninos fundada pelo padre Luiz Gonçalves de Souza, substituindo o professor Evaristo Gonçalves de Souza.
Foi essa escola, dirigida por ele, que o Conde d'Eu visitou em 1889, quando passou alguns dias em Tefé a serviço da Coroa. O esposo da princesa Isabel ficou satisfeito com os ensinamentos ministrados e pediu ao professor que desse à escola o nome de "Princesa Isabel".
Em 1894 tomou a iniciativa de transferir o cemitério da cidade para o outeiro onde hoje se encontra, determinando que os restos mortais dos já sepultados fossem transladados em urna especial; mandou construir ali uma capela de taipa e cal. O cemitério passou a chamar-se São José e, em 1979, Cemitério da Catedral da Saudade. O livro registra ainda que Bernardo Batalha "foi um grande colaborador para a criação da Missão dos Espiritanos no Município", que se instalaria em 1897 e mudaria a educação, a saúde e a economia de Tefé.
Seu nome batizou a rua que era o centro comercial da cidade — a rua Bernardo Batalha, rebatizada Olavo Bilac em 1940 pelo interventor Cleto Marques Praia — e o jardim que ficava diante do Seminário, depois Jardim João Crisóstomo.
Assumiu pessoalmente, como superintendente, a escola de meninos fundada pelo padre Luiz Gonçalves de Souza.
Manteve o ensino público funcionando num período em que a escola ficava repetidamente sem professor.
Recebeu a visita do Conde d'Eu, que aprovou os ensinamentos ministrados e pediu que a escola recebesse o nome de Princesa Isabel.
Primeiro reconhecimento oficial da Coroa ao ensino público de Tefé.
Determinou a transferência do cemitério para o morro onde está atualmente, com translado dos restos mortais em urna especial, e mandou construir ali uma capela de taipa e cal.
Origem do Cemitério São José, hoje Cemitério da Catedral da Saudade.
Foi, segundo o livro, um grande colaborador para a criação da Missão dos padres espiritanos no município.
A Missão, instalada em 1897, tornou-se o principal vetor de educação, saúde e obras da cidade nas décadas seguintes.