
Interventor e Prefeito Municipal
AdministradoresQuem caminha hoje pelo centro de Tefé caminha sobre um desenho que Cleto Marques Praia deixou pronto. Filho do município, de família tradicional e numerosa, capitão e ex-vereador, foi ele quem inaugurou o Paço Municipal, ergueu o Fórum da Comarca e mudou, de uma vez, os nomes de todas as ruas e praças do centro urbano.
O Paço Municipal vinha sendo construído desde 1928 e havia atravessado várias administrações. Ficou pronto no final de 1939, com as três dependências previstas pelo engenheiro — uma para o Judiciário, a do meio para o Executivo e a outra para o Legislativo — e foi inaugurado por ele em maio de 1940, com a presença do representante do interventor do Estado, dos vereadores e das autoridades civis, militares e religiosas. Daí em diante os prefeitos de Tefé passaram a administrar naquele prédio, hoje Palácio Bertholetia Excelsa. Achando inconveniente que o Judiciário ocupasse uma sala tão pequena da Prefeitura, construiu na rua Padre Fritz o Fórum de Justiça da Comarca de Tefé, concluído no fim do mandato.
A troca dos nomes das ruas foi uma das suas últimas medidas e é a que mais se vê até hoje: a rua do Seminário virou Duque de Caxias; Bernardo Batalha virou Olavo Bilac; Santa Teresa virou Quintino Bocaiúva; Samuel Fritz virou Daniel Sevalho Júnior; a travessa da Campina virou Monteiro de Souza; Dr. Galdino virou Floriano Peixoto; Rui Barbosa virou Benjamim Constant; a travessa dos Júris virou Getúlio Vargas. A praça da Cabanagem passou a chamar-se Isidoro Praia.
O resto da sua obra é de infraestrutura e de assistência: mandou construir o trecho do muro de arrimo do porto para conter a erosão que devorava a rua do Seminário, ergueu o primeiro Grupo Escolar da cidade — a Escola Eduardo Ribeiro —, reformou o cemitério São José, manteve a cidade limpa com fiscalização diária do Código de Posturas e distribuiu café em grão às famílias, dois quilos por família, no Hospital São Vicente e na Intendência. Sem hospital municipal, deu todo o apoio a Monsenhor Barrat na manutenção dos hospitais da Misericórdia e São Vicente.
Já no segundo período, pela Lei nº 102, de 28 de setembro de 1953, tornou feriado municipal o dia 15 de outubro — data da padroeira Santa Teresa e da fundação da missão por frei André da Costa em 1718. É dele, portanto, a instituição de uma das duas datas maiores do calendário de Tefé.
Concluiu e inaugurou, em maio de 1940, o prédio em construção desde 1928, com dependências para os três poderes.
Deu ao município a sede definitiva do governo — o Palácio Bertholetia Excelsa, usado desde então.
Ergueu na rua Padre Fritz a sede própria do Judiciário, concluída no final do seu mandato de interventor.
Retirou o Fórum das salas da Prefeitura e deu autonomia física à Justiça na cidade.
Renomeou oito ruas e travessas do perímetro central e transformou a praça da Cabanagem em praça Isidoro Praia.
É a toponímia que o centro de Tefé conserva até hoje.
Mandou construir um trecho do muro de arrimo no porto da cidade, onde a erosão avançava sobre a rua do Seminário.
Primeira obra de contenção da orla, problema recorrente na história urbana da cidade.
Construiu o primeiro Grupo Escolar de Tefé; a pedra fundamental foi lançada pelo governador Álvaro Botelho Maia em visita de 20 de junho de 1942.
Primeira escola pública de grande porte da cidade, ainda em funcionamento.
Pela Lei nº 102, de 28 de setembro de 1953, tornou feriado municipal o dia da padroeira Santa Teresa, que é também o aniversário da fundação da missão em 1718.
Consolidou uma das duas grandes datas do calendário civil e religioso de Tefé.