
Promotor de Justiça, folclorista e etnógrafo
Cultura e identidadeO conde Hermano Stradelli, italiano, veio para Tefé no começo do século XX e instalou-se num prédio na Praça da Matriz — onde depois funcionou o Hotel Sheylene. Pela sua cultura, foi nomeado promotor público da Comarca; nas horas vagas, dedicava-se a escrever sobre a população, o folclore e a geografia da região.
É considerado um dos escritores e folcloristas mais importantes que passaram pela Amazônia. Explorador, fotógrafo e etnógrafo, percorreu a região recolhendo relatos e mitos dos povos indígenas, publicados a partir de 1890 em boletins da Società Geografica Italiana. Sua vida foi contada em livro por Luís da Câmara Cascudo, "Em Memória de Stradelli".
O livro de Protásio Lopes Pessoa registra o destino melancólico do que ele escreveu em Tefé: as obras "foram recolhidas no sótão do seminário, onde o tempo as destruiu". É uma das perdas documentais mais graves da história cultural do município. Nasceu em Borgo Val di Taro, na Itália, em 8 de dezembro de 1852, e faleceu em Manaus em 21 de março de 1926.
Foi nomeado promotor público da comarca pela sua cultura, e conciliou o cargo com a pesquisa sobre a população, o folclore e a geografia da região.
Um dos raros casos de autoridade judiciária que produziu, no exercício do cargo, pesquisa cultural sobre o município.
Recolheu relatos e mitos dos povos indígenas amazônicos, entre os quais os Uananas, publicados a partir de 1890 em boletins da Società Geografica Italiana.
É uma das principais fontes sobre a mitologia indígena do noroeste amazônico.