
Primeiro bispo prelado de Tefé
IgrejaDom Joaquim de Lange, holandês, chegou a Tefé em 2 de abril de 1947 para substituir Monsenhor Barrat, então doente e com mais de 82 anos, à frente da Missão dos espiritanos. Governou a Igreja em Tefé por mais de três décadas e foi o primeiro bispo prelado da cidade.
A pedido dele, a Prefeitura Apostólica — que já somava mais de quarenta anos de serviços ao município — foi promovida a Prelazia Nullius pela Constituição Apostólica do papa Pio XII, de 11 de maio de 1950, publicada em 3 de fevereiro de 1951. Dois meses depois foi nomeado bispo titular de Fótice e bispo prelado de Tefé, e sagrado bispo pelos bispos de Manaus e Belém, na presença de mais de dezesseis bispos da região.
Sua obra mudou o alcance da Igreja e do ensino no médio Solimões. Criou a rede de paróquias do interior. Fundou em 1952 o Ginásio do Espírito Santo, no antigo seminário desativado, e antes, em 1948, a Escola Rural Santa Teresa, que em 1957 se tornaria a Escola Normal Regional Santa Teresa, destinada a formar professoras rurais. Construiu a sede definitiva do Externato São José, hoje Escola de 1º Grau São José, e o Hospital São Miguel, inaugurado em 1968 com 60 leitos, UTI, pronto-socorro, pediatria e centro cirúrgico — o primeiro hospital de porte de uma cidade que, apesar de polo regional, nunca tivera hospital construído pelo poder público. Recuperou o Hospital São Vicente e reformou a Missão da Boca de Tefé.
Criou a Rádio Educação Rural de Tefé e trouxe o MEB — Movimento de Educação de Base, instalado oficialmente em janeiro de 1964, cuja equipe levava todos os dias, pelo rádio, orientação aos lares ribeirinhos, organizava os povoados em comunidades com diretorias e escolas e formava para a cidadania. Trouxe a ACAR, depois EMATER, para a assistência agrícola, e organizou a comunidade da Agrovila. Em 1969 colocou o Ginásio Federal à disposição da Universidade Federal de Juiz de Fora, viabilizando a instalação do Campus Avançado em Tefé. Foi ele, ainda, quem trouxe da Europa os primeiros telefones instalados na cidade, em 1963. Está sepultado no cemitério da Catedral da Saudade.
A pedido seu, a Prefeitura Apostólica foi promovida a Prelazia Nullius pela Constituição Apostólica de Pio XII de 11 de maio de 1950; foi nomeado bispo titular de Fótice e bispo prelado de Tefé.
Deu a Tefé sede episcopal própria, com jurisdição sobre o médio Solimões.
Construiu o hospital com 60 leitos, UTI, pronto-socorro, pediatria, centro cirúrgico e ambulatório, no local onde existia a capela de São Miguel.
Primeiro hospital de porte da cidade, atendendo também Uarini, Alvarães, Japurá, Maraã e Fonte Boa.
Criou a emissora que se tornou o veículo do Movimento de Educação de Base no município, com sede na praça Santa Teresa.
Levou educação e organização comunitária ao interior ribeirinho por décadas.
Trouxe o MEB, instalado oficialmente em janeiro de 1964, cuja equipe inicial foi coordenada pelo professor Protásio Lopes Pessoa.
Organizou os povoados em comunidades com diretorias e escolas e formou lideranças ribeirinhas.
Fundou o Ginásio do Espírito Santo em 1952, no antigo seminário desativado, e em 1948 a Escola Rural Santa Teresa, que em 1957 virou Escola Normal Regional.
Ampliou o ensino secundário e a formação de professoras rurais no município.
Colocou o Ginásio Federal à disposição da Universidade Federal de Juiz de Fora para servir de sede provisória do Campus Avançado do Projeto Rondon.
Viabilizou a chegada do ensino superior a Tefé.
Trouxe da Europa os primeiros aparelhos telefônicos instalados em Tefé.
Início da telefonia no município.