
Vereador e brincante, criador do Festão do Povo
Cultura e identidadeDomingos Franco de Amorim, o "Moreno", é o nome por trás da maior festa popular de Tefé. Todos os anos apresentava o seu Boi Viramundo e ia pessoalmente pedir troféus aos deputados e ao governador para premiar os cordões — e tinha o costume de armar um curral para a matança do boi, no auto tradicional da brincadeira.
Depois que as Damas de Caridade da Sociedade de São Vicente de Paulo organizaram, por iniciativa do professor Protásio Lopes Pessoa, o primeiro Festival Folclórico — uma quermesse para arrecadar fundos para o Hospital São Vicente —, foi o Moreno quem tomou a iniciativa no ano seguinte: organizou por conta própria a apresentação folclórica na Praça Frei André da Costa, atual Praça Túlio Azevedo, conseguiu prêmios com os deputados e batizou o evento de "Festão do Povo", que passou a ser realizado na Praça Santa Teresa. Não havia jurados.
Em 1965, o Movimento de Educação de Base assumiu junto com ele — então vereador — a promoção do Festão do Povo, que passou a chamar-se Festival Folclórico. As apresentações se fixaram nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho, encerrando com a procissão de São Pedro, com a participação de todas as embarcações no porto da cidade. Em 1966 foi organizada pela primeira vez uma mesa julgadora; por volta de 1970 chegavam a comparecer cerca de oitenta cordões de brincadeiras diferentes.
Foi vereador eleito no pleito de fins de 1967, com posse em janeiro de 1968, e novamente na eleição de 1976. Colaborou com o livro de Protásio Lopes Pessoa, que o registra entre os colaboradores da obra. A festa que ele batizou continua viva: em 2023 Tefé realizou o 51º Festival Folclórico, com mais de 35 cordões e quadrilhas, e a programação folclórica segue no calendário oficial do município.
Organizou por conta própria a apresentação folclórica na Praça Frei André da Costa, atual Praça Túlio Azevedo, conseguiu prêmios com os deputados e deu à festa o nome de Festão do Povo, realizada na Praça Santa Teresa.
É a origem direta do Festival Folclórico de Tefé, a maior festa popular do município.
Apresentava todos os anos o seu boi-bumbá, com o costume de armar um curral para a matança do boi.
Um dos cordões mais tradicionais da cidade e marca do folclore tefeense.
Em 1965 o Movimento de Educação de Base assumiu com ele, então vereador, a promoção do Festão do Povo, que passou a chamar-se Festival Folclórico, com datas fixas de 27 a 30 de junho e encerramento na procissão de São Pedro.
Transformou uma iniciativa pessoal na principal manifestação cultural organizada do município, viva até hoje.