
Carmelita, fundador e primeiro administrador de Tefé
Fundadores e missionáriosFrei André da Costa, missionário carmelita português, é o fundador da cidade de Tefé. Em 15 de outubro de 1718 ergueu, na margem oriental do lago do rio Tefé, a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas — data que a cidade celebra até hoje junto com a festa da padroeira.
Veio para a região em 1708 e missionava em Suassutuba, na Ilha dos Veados, defronte do Ayucá. Em 1710, depois que as missões carmelitas do Solimões foram destruídas pela força espanhola comandada pelo padre Sanna, recolheu os índios e brancos sobreviventes; nomeado Reorganizador das Missões, transferiu-os em 1712 para a tapera da antiga missão de Samuel Fritz, em Tambaqui-Paratu. Como o terreno era inundado todos os anos e o lugar não oferecia segurança contra as tropas de resgate e os traficantes de escravos, subiu o rio à procura de um sítio melhor.
Encontrou-o na margem do lago, num terreno plano cheio de castanheiras, protegido à direita pelo igarapé Xidarinim e cercado nas cheias por dois igarapés, com vigias possíveis na aldeia dos Axiuaris e na boca do furo do Abial. Ali viviam os poucos índios Tupebas que não haviam fugido, e foram eles que ofereceram apoio à mudança. No dia 15 de outubro de 1718 as famílias subiram o rio em igarités, juntaram-se aos Tupebas na praia e fundaram a missão. Frei André mandou plantar uma grande cruz no centro da taba, ergueu um pequeno altar de madeira e celebrou a primeira missa, em agradecimento a Santa Teresa.
Assumiu como administrador da nova missão — foi, portanto, o fundador e o primeiro administrador de Tefé —, mas permaneceu pouco tempo: como Administrador Geral das Missões Carmelitas, tinha de reorganizar as aldeias destruídas e empossar novos missionários. Ficou no lugar do fim de outubro de 1718 ao início de 1719, quando nomeou em seu lugar frei Baltazar da Madre de Deus. O livro registra que foi neste "pequeno arraial, muito disputado, que se alicerçou, definitivamente, a posse da Amazônia pela Coroa Portuguesa" no alto Solimões. Seu nome está na Escola Estadual Frei André da Costa, na rua Getúlio Vargas, e batizou a praça onde nasceu o Festão do Povo, hoje Praça Túlio Azevedo.
Recolheu em Suassutuba os índios e brancos que escaparam da destruição das missões carmelitas do Solimões e, em 1712, transferiu-os para Tambaqui-Paratu.
Impediu a dispersão definitiva dos povos aldeados e manteve a presença portuguesa no médio Solimões.
Em 15 de outubro de 1718 fundou a missão no sítio onde hoje está a cidade, entre o igarapé Xidarinim e o lago, e celebrou ali a primeira missa.
É o ato de fundação da cidade de Tefé; 15 de outubro é feriado municipal e dia da padroeira.
Assumiu como administrador da missão recém-fundada, sob o Regimento das Missões, antes de retomar suas funções de Administrador Geral das Missões Carmelitas.
Organizou o primeiro governo local do povoado que se tornaria Tefé.