
Último missionário administrador de Tefé
Fundadores e missionáriosFrei José de Santa Teresa Ribeiro foi o último missionário a administrar Tefé sob o Regimento das Missões, criado pela Carta Régia de 21 de dezembro de 1686. Assumiu em 1730, substituindo frei Francisco de Seixas, e governou por quase trinta anos — o período mais longo de toda a fase missionária.
O livro o descreve como "um homem trabalhador", que fez a missão e a população crescerem. Reunindo brancos e índios, começou a formar ruas e quarteirões; quando deixou o cargo, a aldeia já tinha três ruas, igreja, casa do administrador e cemitério — este último onde hoje fica a Agência da Capitania dos Portos. Incentivou a produção de farinha de mandioca, a pesca do pirarucu, a colheita da castanha, o tabaco, o milho e a manteiga de ovos de tartaruga, e aumentou a produção de cacau, comercializada em Belém e em Loreto.
Em 1753, na sua administração, foi criada a primeira escola pública de Tefé, além da que já existia dos missionários. Foi ele quem recebeu, em agosto de 1735, o cientista francês Charles Marie de La Condamine, que passou dois dias na missão descansando e fazendo estudos, e que registrou ter sido "bem recebido pelo administrador".
O livro não omite o outro lado da função: por força da legislação vigente, o missionário era obrigado a conduzir os descimentos, as chamadas "guerras justas" e os resgates. Na sua administração aumentaram essas expedições pelo Japurá, Jutaí, Javari e Juruá, e foi construído, numa antiga missão de Samuel Fritz, um curral cercado de pau-a-pique onde eram depositados os índios aprisionados antes de serem distribuídos como escravos. Em 1759, com a elevação da aldeia a Vila de Ega e a criação da Paróquia de Santa Teresa d'Ávila, frei José deixou de ser administrador e passou a exercer apenas a função de vigário.
Sob a sua administração foi criada a primeira escola pública do lugar, ao lado da escola que os missionários já mantinham.
Marco inicial do ensino público no município; a escola não deixou registros e só reaparece em 1869.
Reuniu brancos e índios e começou a organizar ruas e quarteirões. Ao fim de sua administração a aldeia tinha três ruas, igreja, casa do administrador e cemitério.
É o primeiro desenho urbano do que viria a ser a cidade.
Incentivou a farinha de mandioca, a pesca do pirarucu, a castanha, o tabaco, o milho, a manteiga de ovos de tartaruga e o cacau, comercializados em Belém e Loreto.
Deu à missão uma base econômica própria e ligação comercial com Belém e o Peru.
Recebeu em agosto de 1735 o comandante da comissão científica da Académie des Sciences de Paris, que passou dois dias na missão.
Primeiro registro científico europeu sobre o povoado, publicado depois na Europa.