
Carmelita, missionário do Solimões
Fundadores e missionáriosFrei Manoel da Esperança foi o missionário carmelita que o governador do Pará, Cristóvão da Costa Freire, mandou vir em 1708 para dirigir as missões do trecho entre Tefé e Tabatinga, depois de notificar os jesuítas espanhóis a evacuarem a região. Foi companheiro de frei André da Costa nesse mesmo movimento de ocupação carmelita do Solimões, que resultaria, dez anos depois, na fundação de Tefé.
O livro lhe atribui um feito de outra ordem: foi com os índios Jumas, no rio Juruá, que frei Manoel da Esperança aprendeu e tornou conhecido o processo de extração do látex da seringueira. O registro liga o nome de um missionário do início do século XVIII à técnica que sustentaria, quase dois séculos mais tarde, o ciclo da borracha — o período de maior riqueza e maior transformação social da história do município.
Foi enviado pelo governador do Pará para dirigir as missões da região de Tefé a Tabatinga, no movimento de retomada portuguesa que antecedeu a fundação da cidade.
Integra o grupo de carmelitas que consolidou a presença portuguesa no médio e alto Solimões.
Aprendeu com os índios Jumas, no rio Juruá, o processo de extração do látex da seringueira, e o tornou conhecido.
O extrativismo da borracha viria a ser o principal ciclo econômico do município.