
Reitor da UFJF, fundador do Campus Avançado de Tefé
EducaçãoO professor Helyon de Oliveira, mineiro, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, é um dos fundadores do Campus Avançado que levou o ensino superior a Tefé. O livro de Protásio Lopes Pessoa registra o essencial em uma linha: "Morreu lutando pela continuidade das atividades da Universidade Federal de Juiz de Fora, no nosso município", em 1993.
Os Ministérios do Interior e da Educação haviam criado o Campus Avançado de Tefé, dentro do Projeto Rondon, e faltava a universidade que o assumisse. A UFJF aceitou prontamente e enviou a primeira equipe de universitários, que chegou à cidade em junho de 1969. Dom Joaquim de Lange colocou o Ginásio Federal à disposição como sede provisória, e em 9 de agosto de 1969 foi assinado, na Câmara Municipal de Tefé, o convênio entre o Ministério do Interior, o Projeto Rondon, a UFJF, a Prefeitura e o Governo do Estado.
Do convênio saíram estudantes de medicina, pedagogia, zootecnia e outras áreas trabalhando nas comunidades, e quatro cursos de licenciatura de curta duração — Estudos Sociais, Ciências e Letras — com 557 alunos vindos de Tefé, Fonte Boa, São Gabriel da Cachoeira, Carauari e Itamarati. Em 3 de dezembro de 1987 o MEC autorizou a UFJF a oferecer Pedagogia em licenciatura plena, com 100 vagas, cujo vestibular ocorreu em janeiro de 1988. A sede própria do campus, no bairro Juruá, foi inaugurada em 5 de fevereiro de 1982.
Quando a Câmara Municipal e a Prefeitura aprovaram lei conferindo-lhe o título de Cidadão Benemérito do Município e o convidaram para a cerimônia de entrega do diploma, ele respondeu por escrito que reconhecia a nobre gentileza das autoridades tefeenses, mas que não tinha feito nada para merecê-lo. A cidade insistiu de outra forma: pela Lei nº 282/93, de 26 de novembro de 1993, a escola municipal na entrada do bairro de Jerusalém recebeu o nome de Escola Municipal Professor Helyon de Oliveira.
Como reitor da UFJF, foi um dos fundadores do Campus Avançado do Projeto Rondon em Tefé, cuja primeira equipe chegou em junho de 1969 e cujo convênio foi assinado em 9 de agosto do mesmo ano na Câmara Municipal.
Trouxe o ensino superior e a assistência universitária a Tefé pela primeira vez.
A UFJF firmou convênio com a Secretaria Estadual de Educação e ministrou quatro licenciaturas de curta duração — Estudos Sociais, Ciências e Letras — com 557 alunos de Tefé, Fonte Boa, São Gabriel da Cachoeira, Carauari e Itamarati.
Formou professores para toda a região num período em que não havia nenhuma outra oferta de nível superior.
Convidado para receber o título aprovado pela Câmara e pela Prefeitura, respondeu por escrito que reconhecia a gentileza das autoridades, mas não tinha feito nada para merecê-lo.
O episódio é registrado no livro como retrato do caráter do educador e ficou na memória da cidade.
Pela Lei nº 282/93, de 26 de novembro de 1993, a escola construída na entrada do bairro de Jerusalém recebeu o seu nome.
Atende alunos dos bairros de Jerusalém, Mutirão, São Raimundo e da Estrada dos Expedicionários.