
Naturalista inglês, viveu onze anos em Tefé
Ciência e naturezaHenry Walter Bates, naturalista inglês, escolheu Tefé — então a Vila de Ega — para fazer os seus estudos de geografia, climatologia e zoologia, e viveu aqui onze anos. É a mais longa permanência de um cientista estrangeiro na história do município e a que deixou o retrato mais detalhado da cidade no século XIX.
Chegou em 1848 e hospedou-se na vila. Estudou os rios, lagos, paranás e todos os cursos d'água da região e concluiu que o clima era quente-úmido durante o ano inteiro. Colecionador, classificou várias espécies da fauna do município. O livro registra a sua observação demográfica: em 1850, a vila possuía 107 casas e 1.200 habitantes, sendo a maioria da população indígena das nações Passés e Júris.
Bates passou todos esses anos em Ega sem nunca adoecer, e foi por isso que cunhou a frase que virou apelido do clima de Tefé: "A glorius climate". Ao voltar à Inglaterra escreveu "O Naturalista do rio Amazonas", livro em que relata as pesquisas feitas aqui e que se tornou um clássico da literatura de viagem científica. Foi também a partir do material recolhido na Amazônia que formulou o mecanismo de mimetismo que leva o seu nome. Nasceu em 8 de fevereiro de 1825 e faleceu em 16 de fevereiro de 1892.
Instalou-se em Ega em 1848 para estudar geografia, climatologia e zoologia; estudou rios, lagos e paranás e classificou espécies da fauna local.
Produziu o levantamento científico mais completo já feito sobre a região no século XIX.
Registrou que a vila tinha 107 casas e 1.200 habitantes, a maioria da população indígena sendo Passés e Júris.
É o dado demográfico mais antigo e mais preciso que se tem da cidade no período.
Depois de passar onze anos na cidade sem adoecer uma única vez, definiu assim o clima de Tefé.
A expressão virou um dos apelidos consagrados da cidade, ao lado de "Princesa do Solimões".
Escreveu o livro sobre as pesquisas realizadas durante a permanência na Amazônia, boa parte delas feita a partir de Tefé.
Clássico da literatura científica de viagem; levou o nome de Tefé à ciência europeia.