
Religioso espiritano, pioneiro na defesa dos lagos
Ciência e naturezaO irmão Falco, holandês da Congregação do Espírito Santo, é o primeiro nome que a história de Tefé registra na defesa organizada dos lagos. Diante da pesca predatória que ameaçava extinguir os estoques dos lagos do município, tornou-se, nas palavras do livro, "um líder na defesa contra a extinção dos lagos, formando associações de defesa e conservação do pescado".
O modelo que ele começou a construir — comunidades ribeirinhas organizadas em associações para proteger e manejar os próprios lagos — é o mesmo princípio que, décadas depois, sustentaria o manejo comunitário do pirarucu e o trabalho do Instituto Mamirauá no médio Solimões. Está sepultado no cemitério da Catedral da Saudade, ao lado do padre Luiz Gonçalves de Souza e do prefeito Armando Retto.
Sepultado no cemitério da Catedral da Saudade, em Tefé.
Liderou a formação de associações comunitárias contra a extinção dos lagos, provocada pela pesca predatória no município.
Primeiro movimento organizado de conservação dos lagos em Tefé, precursor do manejo comunitário praticado hoje na região.