
Comandante da Guarda Nacional de Ega
Conquista e fronteiraJosé Patrício de Sant'Ana era cabo de esquadra, elevado a comandante da Guarda Nacional aquartelada em Ega, quando a vila, dominada pelo terror dos cabanos, chegou a reconhecer o presidente cabano como legítimo, em 1836. Foi dele o gesto que devolveu a vila à legalidade.
Sant'Ana pediu que a Câmara se reunisse extraordinariamente para uma tomada de posição definitiva do povo de Ega. No dia 7 de agosto de 1836 a Câmara se reuniu e ele leu a proclamação que conclamava os moradores a se levantarem contra a rebelião: "Não, meus patrícios, se anuímos em sermos vinagres, por tímidos, sejamos hoje, o que éramos antes, por dever, religião e patriotismo. [...] Mereçam patrícios meus, a Vila de Tefé o título de heróica." A Câmara aprovou a proclamação e organizou um grupo de homens armados que, chefiado por Gregório Naziazino da Costa, desceu até Manaus para combater os revoltosos.
A Cabanagem durou de 25 de março de 1836 a 1840. Sobre José Patrício, o capítulo "Vultos Históricos" do livro é categórico: "Ele é símbolo de patriota e lealdade ao Município e ao País."
Convocou a Câmara em sessão extraordinária e leu a proclamação que levantou a Vila de Ega contra os cabanos, restabelecendo o regime legal.
Ega foi um dos primeiros pontos do interior a reagir à Cabanagem; o texto integral da proclamação está transcrito no livro.