
Prefeito Municipal, criador dos bairros e dos símbolos do município
AdministradoresA cidade de Tefé que existe fora do velho centro — Monte Castelo, Santo Antônio, Juruá, Olaria, Santa Rosa, Jerusalém, Santa Luzia, São Francisco, Fonte Boa — foi desenhada por Manoel Armando da Silva Retto. Até 1969 o perímetro urbano parava na rua Monteiro de Souza, a antiga travessa da Campina, onde uma cerca de arame farpado separava a cidade da colônia municipal. O livro é direto: "Foi um dos mais empreendedores dos prefeitos."
Filho de Tefé, segundo de sete irmãos, filho de dona Neomesia Cardoso Retto e do comerciante português Manoel Augusto da Silva Retto, educou-se no Seminário São José. Foi funcionário público, várias vezes vereador e duas vezes prefeito. A expansão urbana que promoveu respondia a uma emergência: três enchentes desastrosas sucessivas, em 1969, 1970 e 1971, destruíram plantações e criações das comunidades de várzea, ao mesmo tempo em que os produtos do extrativismo se desvalorizavam. Retto estimulou a vinda dessas famílias para a cidade concedendo terrenos titulados e material para a construção de casas legalizadas. Logo no início do primeiro mandato, pela Lei nº 471, de 22 de abril de 1968, já concedera título definitivo a todos os posseiros da área urbana e rural que houvessem construído ou beneficiado a posse.
Foi também ele quem deu ao município os símbolos que ele não tinha. Promoveu o concurso público de onde saiu a Bandeira de Tefé, criada por José Martins Ferreira e oficializada pelo Decreto nº 14/72, de 13 de junho de 1972; e o concurso interno na Prefeitura de onde saiu o Escudo, criado por Elzian Gomes Pessoa e oficializado pelo Decreto nº 47/78, de 24 de maio de 1978 — com a exigência, feita por ele, de que trouxesse a castanheira e a data da elevação a cidade. Criou ainda o Museu de Cultura e Arte César Ituassu (Lei nº 596/1978), a Escola Teatral do Município (Lei nº 637/1980) e a Festa da Castanha (Decreto nº 13/78).
Firmou com a Universidade Federal de Juiz de Fora, na reunião de 9 de agosto de 1969 na Câmara Municipal, o convênio que implantou em Tefé o Campus Avançado do Projeto Rondon. Construiu o Mercado Municipal atual sobre o antigo, iniciou o estádio de futebol da cidade, urbanizou a Praça Remanso do Boto, abriu a rua Marechal Deodoro e, em fins de 1979, reformou por completo o cemitério: refez o muro, construiu uma capela na entrada, ampliou a área em 1980 e, pela Lei nº 630, de 23 de novembro de 1979, deu-lhe o nome de Cemitério da Catedral da Saudade. É ali, junto ao altar que mandou construir, que está sepultado.
Faleceu em 2001, em Manaus; está sepultado junto ao altar da capela da Catedral da Saudade, que ele mesmo mandou construir.
Criou Monte Castelo e Santo Antônio em 1969, Olaria e Santa Rosa em 1970, além de Juruá I e II, São Francisco, Jerusalém, Santa Luzia e Fonte Boa, concedendo terrenos titulados e material de construção às famílias vindas do interior.
Quebrou o limite urbano da rua Monteiro de Souza e criou a cidade que existe hoje fora do centro histórico.
Pela Lei nº 471, de 22 de abril de 1968, concedeu título definitivo a todos os posseiros da área urbana e rural que houvessem construído casa ou beneficiado a posse.
Regularizou a propriedade urbana e rural no município.
Promoveu o concurso vencido pelo tabelião José Martins Ferreira e oficializou a bandeira pelo Decreto nº 14/72, de 13 de junho de 1972.
Deu ao município seu primeiro símbolo oficial; a bandeira é usada até hoje, atualizada em 1993.
Construiu, sobre o antigo mercado, o prédio dimensionado para o crescimento populacional de 1979.
É o mercado que a cidade usa até hoje.
Criou o museu pela Lei nº 596, de 28 de junho de 1978, e a Escola Teatral do Município pela Lei nº 637, de 7 de janeiro de 1980.
Deu à cidade suas primeiras instituições públicas de cultura e artes.
Reformou o muro, construiu a capela da entrada, ampliou a área em 1980 e, pela Lei nº 630, de 23 de novembro de 1979, deu-lhe o nome de Cemitério da Catedral da Saudade.
Requalificou o cemitério fundado em 1894; ali estão sepultados o padre Luiz Gonçalves de Souza, o irmão Falco e o próprio Retto.
Promoveu o concurso interno vencido pela funcionária Elzian Gomes Pessoa, exigindo a castanheira e a data da elevação a cidade, e oficializou o escudo pelo Decreto nº 47/78, de 24 de maio de 1978.
Fixou a castanheira (Bertholetia excelsa) como símbolo do município.
Assinou em 9 de agosto de 1969, na Câmara Municipal, o convênio entre o Ministério do Interior, o Projeto Rondon, a UFJF, a Prefeitura e o Governo do Estado.
Trouxe ensino superior e assistência universitária a Tefé; do convênio saíram cursos de licenciatura com 557 alunos de toda a região.