
Governador da Capitania, expulsou os espanhóis de Ega
Conquista e fronteiraManoel da Gama Lobo D'Almada, coronel e governador da Capitania de São José do Rio Negro, foi quem devolveu Ega a Portugal. Em 1790 expulsou os espanhóis que haviam transformado a vila em capital de uma "comandancia de gobernación" do vice-reino do Peru.
Assumiu a chefia da Comissão de Limites por parte de Portugal em fins de 1784, quando Francisco Requena já ocupara a região com soldados e colonos vindos de Quito, destituíra as autoridades portuguesas e escolhera Ega como capital — por ser a vila mais desenvolvida e próspera do alto e médio Solimões, com três ruas e 495 habitantes fora os espanhóis. Requena passou a administrar diretamente da foz do rio Tefé até Tabatinga e fixou residência na rua principal, hoje Duque de Caxias.
Lobo D'Almada preparou uma ofensiva militar de grande porte, ocupou de imediato os pontos estratégicos, mandou construir um forte e um hospital onde hoje está a Missão da Boca do rio Tefé — o "Sobradinho", cujas ruínas ainda existem — e fez descer as tropas do Içá e de Tabatinga para Ega. As tropas portuguesas tomaram o lago Copacá, as ilhas e os povoados do Solimões até Tabatinga e ocuparam o lago Amanã, expulsando os colonos espanhóis que ali se instalavam. Requena ficou encurralado em Ega e capitulou.
A vitória fechou a fronteira ocidental. Com a ocupação e a construção do Forte de São Francisco Xavier de Tabatinga, encerrou-se a fase histórica das lutas pelo domínio da região — e o território de Tefé permaneceu definitivamente português.
Comandou a ofensiva que retomou o lago Copacá, as ilhas e povoados do Solimões até Tabatinga e o lago Amanã, obrigando Francisco Requena à capitulação em Ega.
Encerrou a ocupação espanhola do médio Solimões e assegurou o território de Tefé para Portugal.
Mandou construir um forte e um hospital onde hoje se encontra a Missão da Boca do rio Tefé, conhecida por Sobradinho pelas ruínas que ali restaram.
Primeira estrutura militar permanente na entrada do rio Tefé.