
Prefeito Apostólico e primeiro prefeito municipal de Tefé
IgrejaNenhuma pessoa construiu tanta coisa em Tefé quanto Monsenhor Miguel Alfredo Barrat. Nomeado Prefeito Apostólico pelo Decreto de 16 de agosto de 1910 da Congregação da Propagação da Fé, chegou à cidade em novembro daquele ano e permaneceu à frente da Missão dos padres espiritanos por mais de três décadas. O livro o define como "uma das principais alavancas do desenvolvimento do município".
A partir de 1912 montou na Missão um complexo produtivo que a cidade não tinha: estaleiro capaz de consertar navios e barcos de grande tonelagem, fábrica de tijolos e telhas movida a vapor produzindo 100 mil peças por mês, torno mecânico para peças de máquinas, barracões de secagem, turbina para produzir açúcar branco, serraria que abastecia a cidade e outros municípios, curtume e moinho de ração. Fundou a escola profissionalizante da Missão, com mais de dez cursos, e trouxe a primeira gráfica de Tefé.
Construiu o Palácio Apostólico, o Seminário, a Catedral de Santa Teresa — cuja pedra fundamental lançou em 15 de outubro de 1922 e que foi inaugurada em 1935 —, o Hospital da Misericórdia, o Hospital São Vicente e o Colégio Santa Teresa. Para o Colégio, trouxe da Europa as Irmãs Franciscanas de Maria, que chegaram em 12 de julho de 1925 pelo navio Belo Horizonte. Criou a Banda de Música e o Coral Harmonia de Santa Cecília, que animaram a vida cultural da cidade até 1960, e as Damas de Caridade, que cuidavam dos pacientes do Hospital São Vicente.
Em 12 de março de 1926 o presidente do Estado, Ephigênio Ferreira de Salles, convocou-o a Manaus e o encarregou do saneamento da cidade. Barrat mandou fazer sarjetas, aterrar os poços de água parada, limpar ruas, quintais e casas, construir tanques em torno das cacimbas, incentivou o transporte de água do lago em carroças e comprou a casa do ex-superintendente Daniel Sevalho Júnior para instalar o Posto de Profilaxia Municipal — um hospital de dez leitos que o povo chamou de Hospital da Misericórdia, inaugurado em 25 de julho de 1926. Desenvolveu ainda campanha de combate ao mosquito da malária. Pelos serviços prestados, foi nomeado prefeito do município em 15 de abril de 1926 pelo governador Ephigênio Sales: como a Lei nº 1289 acabara de mudar a denominação de superintendente para prefeito, Monsenhor Barrat foi o primeiro a receber o título de prefeito municipal de Tefé. Como prefeito, mandou calçar a rua dos Júris, atual Getúlio Vargas — o primeiro calçamento de rua da cidade. Deixou o cargo em dezembro de 1926, por pressão da Casa Mãe dos Espiritanos.
Retirou-se de Tefé já doente e com mais de 82 anos, substituído por Dom Joaquim de Lange, que chegou em 2 de abril de 1947. O Hospital São Miguel, construído em 1968, leva esse nome em homenagem a ele, primeiro administrador da Missão Espiritana no Amazonas.
Instalou estaleiro, fábrica de tijolos e telhas a vapor (100 mil peças/mês), torno mecânico, turbina de açúcar, serraria, curtume e moinho.
Deu ao município capacidade industrial inédita e abasteceu de material de construção a cidade e municípios vizinhos.
Lançou a pedra fundamental em 15 de outubro de 1922, depois de construir o Palácio Apostólico; a obra foi custeada por todo o povo e o comércio da cidade.
É o principal templo e um dos marcos arquitetônicos de Tefé.
Trouxe da Europa as Irmãs Franciscanas de Maria, chegadas em 12 de julho de 1925, e com elas fundou o colégio, inaugurado em 16 de janeiro de 1926.
Tornou-se o colégio mais famoso do Estado do Amazonas, com cursos de formação de professoras, ensino primário e formação técnica.
Instalou o Posto de Profilaxia Municipal em casa comprada do ex-superintendente Daniel Sevalho Júnior, transformando-a em hospital de dez leitos, inaugurado em 25 de julho de 1926 e entregue às Irmãs Franciscanas.
Primeiro hospital de Tefé; atendia a população da cidade e do interior.
Encarregado pelo presidente do Estado, executou sarjetas, aterro de poços, limpeza de ruas e quintais, tanques nas cacimbas e campanha contra o mosquito da malária.
Primeira intervenção sanitária sistemática em Tefé; foi por ela que recebeu o cargo de prefeito.
Como prefeito, mandou calçar a rua dos Júris, atual Getúlio Vargas, uma das principais artérias da cidade.
Início da pavimentação urbana em Tefé.
Criou a banda de música e o coral de moças e meninas ligados à escola de música da Missão.
Foram o centro da vida musical da cidade até a extinção da banda, em 1960.