
Vigário e fundador das escolas de Tefé
EducaçãoO padre Luiz Gonçalves de Souza foi o homem que refundou a escola em Tefé. A primeira escola pública, criada em 1753 por frei José de Santa Teresa Ribeiro, não deixou dados e só reapareceu quando ele assumiu o ensino de meninos na cidade.
Filho da aldeia de Nogueira, estudou em Portugal e foi vigário de Nogueira e de Tefé, nomeado para a segunda paróquia por volta de 1855, quando recebeu em visita pastoral D. José Affonso de Moraes Torres. Fundou uma escola para meninos e mandou reconstruir a igreja, que se encontrava em péssimas condições. O capítulo "Vultos Históricos" resume: "notabilizou-se pelo interesse em instruir o povo, criando escolas".
Foi a escola dele que Gonçalves Dias inspecionou em 1861, encontrando mais de trinta alunos matriculados e um currículo que incluía português, aritmética, religião, canto e língua geral. O padre Luiz era também exímio conhecedor de música sacra e teatralizava os ensinamentos, acompanhando-os com cantos. Em 1875 passou a escola ao irmão, Evaristo Gonçalves de Souza, e em 1877 ela ficou com o superintendente capitão Bernardo Batalha — sinal de que a instituição já se sustentava sozinha.
Foi ele quem celebrou, com "Te Deum Laudamus", a missa de ação de graças pela leitura na Câmara Municipal da Resolução nº 44, de 15 de junho de 1855, que elevou Ega à categoria de cidade de Tefé. Um parente seu, o professor Isidoro Gonçalves de Souza, formaria muitas gerações e pesquisaria os idiomas indígenas.
O livro registra o falecimento em 1881 (p. 174 e 208) e, em outra passagem, em 1888 (p. 53).
Fundou e dirigiu a escola de meninos da cidade, com ensino de português, aritmética, religião, canto e língua geral, mantida depois pelo irmão Evaristo e pelo superintendente Bernardo Batalha.
Restabeleceu o ensino formal em Tefé, interrompido desde o século XVIII, e formou a base da rede escolar da cidade.
Mandou reconstruir a igreja da cidade, que se encontrava em péssimas condições; ela ficava, com o cemitério, numa rua à beira do lago que depois desapareceu pela erosão.
Manteve de pé o templo da paróquia num período em que os relatos oficiais descreviam a vila em ruínas.
Como vigário, celebrou a missa cantada com "Te Deum Laudamus" em agradecimento pela Resolução nº 44, lida na Câmara Municipal.
Marcou religiosamente a data que se tornaria o aniversário do município.