
Comandante da expedição de posse da Amazônia
Conquista e fronteiraPedro Teixeira comandou a expedição portuguesa de 1637–1639 que subiu o Amazonas até Quito e desceu tomando posse das terras, garantindo para Portugal o domínio da Amazônia. O livro de Protásio Lopes Pessoa resume a sua importância numa frase: "Cabral descobriu o Brasil e Pedro Teixeira descobriu a Amazônia."
Na costa de Tefé, entre a Fazendinha e Alvarães, na ponta de Parauari, Teixeira saltou em terra e encontrou uma aldeia cujos habitantes se adornavam com ouro finíssimo. Por isso batizou o lugar de "Aldeia do Ouro" — o primeiro nome que a costa de Tefé recebeu de um europeu e o primeiro registro documental de um povoado no território do município. O cronista da expedição, padre Cristóvão d'Acuña, deixou também a notícia da nação dos Curiciaris, abaixo da foz do Juruá, que trabalhava belíssimas louças de cerâmica.
Na viagem de subida, Teixeira implantou no rio Napo o marco divisório entre as terras de Portugal e da Espanha. Meio século depois, foi exatamente esse marco que o padre Samuel Fritz invocou para convencer o capitão português Antonio Miranda Noronha a deixá-lo seguir sozinho rio acima. Teixeira chegou a Belém em dezembro de 1639 e prestou contas da viagem ao governador; o roteiro que levantou ficou conhecido como "O Amazonas de Teixeira".
Na ponta de Parauari, na costa de Tefé entre a Fazendinha e Alvarães, encontrou índios adornados com ouro finíssimo e deu ao lugar o nome de Aldeia do Ouro.
Primeiro registro europeu de um povoado no território que viria a ser o município de Tefé.
Comandou a expedição que subiu o Amazonas até Quito e desceu tomando posse das terras, implantando no rio Napo o marco divisório entre Portugal e Espanha.
Fixou a base jurídica da posse portuguesa sobre a Amazônia, invocada nas disputas de fronteira dos dois séculos seguintes.