
Professor, memorialista e autor da história de Tefé
EducaçãoBoa parte do que se sabe sobre a história de Tefé se sabe porque Protásio Lopes Pessoa escreveu. Professor, pesquisador e educador na cidade por cinquenta anos, é o autor de "História da Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas — Tefé", publicado em 2005 pela Prefeitura Municipal em parceria com a Academia de Letras, Ciências e Artes, como edição comemorativa do sesquicentenário da elevação de Tefé à categoria de cidade. É a obra de referência sobre o município, construída, nas palavras do prefácio, "pela via de um trabalho paciente de pesquisa e erudição histórica local".
Nasceu em Tefé em 14 de abril de 1932. Estudou no Seminário São José. Licenciou-se em Português pelo Curso de Suplência do Ministério da Educação e Cultura, pela Inspetoria do MEC no Amazonas, em 1956, e em Estudos Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1982 — pelo mesmo Campus Avançado que a cidade recebera treze anos antes. Foi professor de História, OSPB e Educação Moral e Cívica.
Sua atuação pública vai muito além da sala de aula. Foi o coordenador da equipe inicial do Movimento de Educação de Base em Tefé, instalado oficialmente em janeiro de 1964, que levava pelo rádio orientação e organização às comunidades ribeirinhas. Como presidente da Sociedade de São Vicente de Paulo, teve a ideia de organizar uma quermesse com os cordões da cidade para arrecadar fundos para o Hospital São Vicente — e assim as Damas de Caridade realizaram o primeiro Festival Folclórico, evento que, tomado adiante por Domingos Franco de Amorim, tornou-se o Festão do Povo e depois o Festival Folclórico de Tefé. Foi secretário de administração da Câmara Municipal.
Em 29 de dezembro de 2004 esteve entre os professores, artistas e pesquisadores que se reuniram no Centro de Estudos Superiores de Tefé da UEA para fundar a Academia de Letras, Ciências e Artes de Tefé — a ALCAT, cujo estatuto foi aprovado em 19 de janeiro de 2005 e de cuja primeira diretoria foi 1º vice-presidente. É patrono de sala do CEST/UEA. Além do livro de 2005, publicou "1º Centenário dos Espiritanos em Tefé", em 1997.
Escreveu a obra de referência sobre a história do município, publicada pela Prefeitura em parceria com a ALCAT como edição comemorativa dos 150 anos da elevação de Tefé a cidade, com prefácio do governador Amazonino Mendes.
É a fonte primária de quase tudo o que se conhece documentado sobre a história de Tefé, de 1688 a 2005 — inclusive deste Hall da Fama.
Coordenou a equipe inicial do MEB, instalado oficialmente em janeiro de 1964, que levava pela Rádio Educação Rural orientação diária aos lares ribeirinhos e organizava os povoados em comunidades.
O MEB foi o principal instrumento de educação e organização comunitária do interior do município por décadas.
Como presidente da Sociedade de São Vicente de Paulo, propôs a quermesse com os cordões da cidade para arrecadar fundos ao Hospital São Vicente; as Damas de Caridade realizaram então o primeiro Festival Folclórico.
Origem da maior festa popular da cidade, que continua acontecendo todos os anos.
Foi um dos fundadores da Academia de Letras, Ciências e Artes de Tefé, reunida em 29 de dezembro de 2004 no CEST/UEA, com estatuto aprovado em 19 de janeiro de 2005, e eleito 1º vice-presidente da primeira diretoria.
Criou a instituição que reúne escritores, pesquisadores e artistas do município.
Publicou a obra sobre os cem anos da Missão dos padres espiritanos no município, iniciada em 1897.
Documentou o século de atuação da instituição que mais construiu escolas e hospitais na cidade.