
Superintendente e Prefeito Municipal
O Dr. Abílio Nery governou Tefé nos dois lados da mudança de sistema administrativo de 1926. Primeiro como Superintendente, cargo em que inaugurou o Mercado Municipal naquele mesmo ano; depois como Prefeito Municipal, nomeado pelo governador Dr. Ephigênio Sales em 30 de setembro de 1926 para substituir Monsenhor Miguel Alfredo Barrat. Permaneceu no poder até 10 de fevereiro de 1928.
O Mercado Municipal, inaugurado em 1926, foi construído no lugar do antigo mercado, junto ao Jardim João Crisóstomo. Tinha dependências separadas para carne e para peixe — não havia setor para verduras, frutas e legumes — e boxes de loja e pontos de venda de café nas esquinas do prédio. Foi sobre ele que se construiu, muito depois, o mercado atual.
Como prefeito, deu continuidade às duas frentes herdadas das gestões anteriores: a construção do Paço Municipal, cuja parte térrea já estava concluída, e as obras de saneamento da cidade iniciadas por Monsenhor Barrat. Como faltava prédio para a instalação de uma escola, autorizou que ela funcionasse no porão do prédio da Prefeitura enquanto as obras não ficavam prontas. Sua residência, na praça Santa Teresa, também chegou a abrigar uma escola do Estado depois de desativada.
Em 8 de setembro de 1980, pela Lei nº 662, o prefeito Manoel Armando da Silva Retto homenageou ex-prefeitos do município dando seus nomes aos salões do Paço Municipal: o salão da esquerda passou a chamar-se "Abylio Nery".
Ainda como Superintendente, inaugurou o Mercado Municipal, construído no lugar do antigo mercado, junto ao Jardim João Crisóstomo. O prédio tinha dependências para carne e para peixe e boxes de loja e venda de café nas esquinas.
Deu à cidade seu primeiro mercado permanente organizado; sobre ele foi construído o mercado atual.
Já como Prefeito Municipal, deu sequência à obra do Paço Municipal — cuja parte térrea estava concluída quando assumiu — e às obras de saneamento da cidade iniciadas por Monsenhor Barrat.
Manteve em andamento a obra que atravessou várias gestões até virar a sede da Prefeitura de Tefé.
Como não havia prédio disponível para instalar uma escola, autorizou seu funcionamento no porão do prédio da Prefeitura, ainda em obras.
Garantiu a continuidade das aulas enquanto a rede escolar da cidade não tinha prédio próprio.