
Superintendente
Antônio João de Lira Braga foi Superintendente de Tefé no triênio de 1920 a 1922. Foi eleito na votação realizada em 1º de setembro de 1919, conduzida pelo Juiz de Direito Dr. Estevam Lopes Cortez. A eleição dos conselheiros foi anulada pelo juiz por fraudes e refeita em 1º de outubro; na eleição de 1920 ele foi mantido no cargo. O triênio, que deveria encerrar-se em 1921, acabou prorrogado até dezembro de 1922.
Duas decisões de sua gestão marcaram a cidade por décadas. A primeira foi a doação, a pedido de Monsenhor Miguel Alfredo Barrat, do terreno onde estavam as ruínas da antiga cadeia pública, na Travessa dos Júris — atual rua Getúlio Vargas —, destinado à construção do colégio das Irmãs Franciscanas de Maria. Ali foi erguido o Colégio Santa Teresa, inaugurado em 1926, que se tornaria o mais conhecido educandário do município. A segunda foi o início da construção do Paço Municipal, na rua Olavo Bilac, obra que levaria quase dez anos e seria continuada por sucessivos superintendentes e prefeitos.
Foi também em seu período que, em 1921, foi criado o Correio Marítimo para Tefé: um funcionário dos correios em Manaus reunia as correspondências do município e as enviava pelos navios ou por regatões. A economia seguia baseada no extrativismo, com incentivo ao plantio da cana-de-açúcar em todo o município.
O livro de Protásio Lopes Pessoa faz dele uma avaliação contida: registra que "manteve a cidade limpa, bem cuidada, mas não evoluiu da estrutura antiga".
A pedido de Monsenhor Barrat, doou o terreno onde se encontravam as ruínas da antiga cadeia pública, na Travessa dos Júris (atual rua Getúlio Vargas), para a construção do colégio das Irmãs Franciscanas de Maria.
No terreno foi erguido o Colégio Santa Teresa, inaugurado em 1926, que ofereceu curso normal, formação de professoras rurais, ensino primário e jardim de infância a gerações de tefeenses.
Neste triênio começou a construção do Paço Municipal, na rua Olavo Bilac. A obra levou quase dez anos e foi tocada por gestões sucessivas.
Deu início à sede definitiva do Executivo municipal, hoje o Paço Municipal de Tefé.