
Superintendente Municipal
O doutor Daniel Antônio Sevalho foi Superintendente do Município de Tefé de 1900 a 1904 e novamente a partir de 6 de agosto de 1904. Exercia o cargo de juiz de direito da Comarca de Tefé e foi exonerado da magistratura para assumir a Superintendência, em substituição ao coronel Carlos Augusto da Cunha, que faleceu no exercício do cargo. Por ato do governador do Estado Silvério José Nery, de janeiro de 1902, foi mantido no posto, já então como coronel. É um dos nomes relacionados entre os Vultos Históricos do município no livro de Protásio Lopes Pessoa.
Sua administração é a mais realizadora do período da Superintendência em Tefé. Encaminhou à Intendência projeto de lei determinando o abate de uma rês por mês para venda de carne no mercado municipal, aprovado em 5 de julho de 1901, em uma cidade onde a carne vendida diariamente era de tartaruga, peixe-boi ou caça. Mandou recuperar o mercado público, que se encontrava muito deteriorado, e comprou, com autorização da Intendência, a lancha "Adélia", uma das primeiras embarcações a vapor do município, para viabilizar as viagens das autoridades ao interior, até então feitas de canoa.
Na cultura e na segurança, criou a "Escola Oficial de Música do Município", com o professor pago pela Superintendência — a banda formada por seus alunos tocava aos sábados, domingos e feriados no jardim Bernardo Batalha e nas ruas, e mais tarde se juntou à Banda Harmonia de Santa Cecília. Enviou também à Intendência o projeto de lei que criou a Guarda Municipal, depois de extinta a Polícia Estadual, e providenciou a nomeação dos guardas entre os jovens da cidade. Com os contatos que mantinha junto à Secretaria de Saúde em Manaus, conseguiu um médico para atender a população, que até então dependia da assistência dos missionários espiritanos. Enviou ainda o projeto que criou os subsídios do Superintendente e dos Intendentes, fixados em trezentos e trinta e três mil réis anuais para o superintendente e quarenta mil réis para os intendentes — origem dos subsídios dos futuros prefeitos e vereadores do município.
Por sua iniciativa foi fundada, em 23 de junho de 1901, a Loja Maçônica Sá Peixoto, pioneira no Alto Solimões. Antes da regularização, os maçons se reuniam em uma dependência de sua residência, onde estudavam as regras e diretrizes da Maçonaria. Foi o primeiro Venerável da Loja, ao lado dos demais fundadores Daniel Antônio Sevalho Júnior, Francisco Paula da Silveira, Benedito Barros de Alencar, Abrahan Cohen, Raimundo Antônio da Rocha Lima e Fortunato Sólon Dray. A Loja completou cem anos em 23 de junho de 2001, instalada na rua Floriano Peixoto.
Governou no auge do primeiro ciclo da borracha, quando Tefé era um dos maiores centros de produção do país. Depois de deixar o cargo, foi reconduzido à Superintendência por nomeação do Governador do Estado em 6 de agosto de 1904, sendo logo empossado, em substituição ao major José Maria de Mesquita Braga.
Por iniciativa do superintendente, foi fundada em 23 de junho de 1901 a Loja Maçônica Sá Peixoto. Antes da regularização, os maçons se reuniam em dependência de sua residência. Ele foi o primeiro Venerável do Corpo Diretivo.
Primeira loja maçônica do Alto Solimões, que completou cem anos em 23 de junho de 2001, instalada na rua Floriano Peixoto.
Encaminhou à Intendência projeto de lei para que fosse abatida uma rês por mês, com a carne vendida no mercado municipal. O projeto foi aprovado em 5 de julho de 1901.
Introduziu a carne bovina no abastecimento regular da cidade, onde até então se vendia diariamente carne de tartaruga, de peixe-boi e de caça.
Criou a Escola Oficial de Música do Município, com o professor pago pela Superintendência. Já havia corais e músicos populares na cidade, mas sem organização nem incentivo.
A banda formada pelos alunos da escola tocava aos sábados, domingos e feriados no jardim Bernardo Batalha e nas ruas, e mais tarde se juntou à Banda Harmonia de Santa Cecília.
Como o mercado público se encontrava muito deteriorado, mandou recuperá-lo. Era um prédio pequeno, no local do mercado atual, mas suficiente para atender a população.
Devolveu à cidade seu principal equipamento de abastecimento.
Com autorização da Intendência, comprou a lancha "Adélia" para as viagens das autoridades pelo interior do município, até então feitas de canoa, o que tomava muito tempo e prejudicava a administração.
Foi uma das primeiras embarcações movidas a vapor a funcionar no município e permitiu à Superintendência alcançar os povoados do interior.
Enviou à Intendência projeto de lei criando a Guarda Municipal, depois de extinta a Polícia Estadual. Aprovado o projeto, providenciou a nomeação dos guardas entre os jovens da cidade; entre os mais atuantes o livro cita Supriano Rodrigues, Jorge Francisco e João Francisco.
Deu ao município uma força própria de policiamento no vazio deixado pela extinção da Polícia Estadual.
Valendo-se dos contatos que mantinha com as autoridades de Manaus, junto à Secretaria de Saúde, conseguiu um médico para atender a população, pois não havia assistência médica na cidade.
Até então, a assistência era prestada pelos missionários espiritanos, entre eles o padre Augusto Cabrolié, farmacêutico e exímio médico, que receitava remédios homeopáticos e plantas medicinais indicadas pelos índios.
Enviou à Intendência projeto de lei criando os subsídios do Superintendente e dos Intendentes. Aprovado, fixou o subsídio do superintendente em trezentos e trinta e três mil réis anuais e o dos intendentes em quarenta mil réis anuais.
O livro registra que essa foi a origem dos subsídios dos futuros prefeitos e vereadores do município.