
Prefeito Municipal
Etelvino Celani foi prefeito de Tefé de janeiro de 1993 a dezembro de 1996. Foi eleito na eleição de 3 de outubro de 1992 com 5.000 votos e tomou posse em janeiro de 1993, com a Câmara formada por Francisco das Chagas de Oliveira Pinheiro, Juvenal Correa Lopes Filho, Jucimar de Oliveira Veloso, Nilo Tavares, Raimunda Monteiro de Medeiros, Edvaldo Gonçalves de Souza, Tertuliano Marreira de Lima, Eduardo Coelho dos Santos, Vivaldo Cabral de Vasconcelos, Afonso Aguilar Billacrez e Eliézio Moura.
Começou a administração pela limpeza completa da cidade e pela organização da coleta de lixo, e manteve pela Secretaria Municipal de Ação Social a assistência à população, com doação de medicamentos, transporte de doentes e a manutenção do Hospital São Miguel com médicos. Autorizado pela Lei nº 275, de 20 de maio de 1993, mandou construir um canil municipal para recolher os cães soltos nas ruas.
Coube a ele atualizar os símbolos do município. A bandeira instituída em 1972 e o escudo de 1978 traziam estrelas que representavam Alvarães, Vila Alencar, Uarinim e Nogueira — vilas que, com os desmembramentos, já pertenciam a outros municípios. Atendendo a reivindicação dos professores, pela Lei nº 281, de 26 de novembro de 1993, refez a correspondência: a estrela Alfa passou a representar a sede municipal, Beta a comunidade da Missão, Delta o Santo Isidoro, Gama a vila de Caiambé e Ípsilon a Agrovila.
O ato de maior alcance da gestão foi a recriação do serviço municipal de água. Pela Lei nº 310/96, de 16 de agosto de 1996, revogou a Lei nº 534, de 2 de agosto de 1974, com que o prefeito Afonso Augusto Rodrigues Alves havia extinguido o Serviço Autônomo de Água e Esgoto e entregado o saneamento à COSAMA — que, segundo o livro, não forneceu água tratada nem construiu um metro de esgoto na cidade. O SAAE, criado no segundo mandato de Túlio Azevedo, voltava assim a existir; retomaria a operação em janeiro de 2003.
Regularizou também os transportes urbanos de Tefé: pela Lei nº 295, de 27 de dezembro de 1994, reconheceu e autorizou a Associação de Moto-Táxi, que operava sem oficialização; pela Lei nº 305/95, de 5 de setembro de 1995, concedeu à Empresa de Transportes Coletivos a exploração do serviço de táxis; e autorizou o transporte de catraias no trecho Tefé/Abial e em outros portos, desde que catraieiros e embarcações fossem cadastrados na associação e na Capitania dos Portos. Deu nome à Escola Municipal Professor Helyon de Oliveira, na entrada do bairro de Jerusalém, pela Lei nº 282/93, de 26 de novembro de 1993, em homenagem ao reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora que lutou pela permanência do Campus Avançado em Tefé. Doou ao Ministério do Exército, pela Lei nº 275/93, de 15 de agosto de 1993, um lote de 575.465,20 m² na Estrada dos Expedicionários para o conjunto residencial dos sargentos e soldados da 16ª Brigada de Infantaria de Selva. Iniciou o bairro do Mutirão, concluído na gestão seguinte, e dedicou-se à assistência às comunidades ribeirinhas, construindo escolas e postos médicos; quanto à cidade, o livro registra que a manteve limpa, sem grandes obras.
Pela Lei nº 310/96, de 16 de agosto de 1996, revogou a Lei nº 534, de 2 de agosto de 1974, com que o SAAE havia sido extinto e o saneamento concedido em caráter exclusivo à COSAMA. O serviço autônomo municipal, criado no segundo mandato de Túlio Azevedo, voltou a existir.
Devolveu ao município o controle do abastecimento de água depois de 22 anos de concessão que, segundo o livro, não entregou água tratada nem esgoto. O SAAE voltou a operar em janeiro de 2003.
A bandeira de 1972 e o escudo de 1978 traziam estrelas que representavam Alvarães, Vila Alencar, Uarinim e Nogueira, já pertencentes a outros municípios depois dos desmembramentos. Atendendo a reivindicação dos professores, pela Lei nº 281, de 26 de novembro de 1993, o prefeito atualizou os símbolos: Alfa passou a representar a sede municipal, Beta a comunidade da Missão, Delta o Santo Isidoro, Gama a vila de Caiambé e Ípsilon a Agrovila.
Reconciliou os símbolos oficiais de Tefé com o território que o município efetivamente passou a ter depois de 1981.
Pela Lei nº 295, de 27 de dezembro de 1994, reconheceu a Associação de Moto-Táxi, que operava sem oficialização, autorizando-a a transportar passageiros na área urbana. Pela Lei nº 305/95, de 5 de setembro de 1995, concedeu à Empresa de Transportes Coletivos a exploração do serviço de táxis. E concedeu autorização ao transporte de catraias no trecho Tefé/Abial e outros portos, exigindo o cadastro dos catraieiros e das embarcações na associação e na Capitania dos Portos.
Deu regra e registro aos dois modais que movem a cidade — a moto e a catraia, esta em uso desde 1968 na travessia para o Abial.
O município construiu uma escola na entrada do bairro de Jerusalém para atender os estudantes de Jerusalém, Mutirão, São Raimundo e da Estrada dos Expedicionários. Pela Lei nº 282/93, de 26 de novembro de 1993, deu-lhe o nome de Professor Helyon de Oliveira, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora que trabalhou pela continuidade do Campus Avançado em Tefé e faleceu em atividade na cidade.
Levou escola municipal aos bairros do vetor sul da cidade e fixou em Tefé a memória do reitor que sustentou o Campus Avançado.
Pela Lei nº 275/93, de 15 de agosto de 1993, doou ao Ministério do Exército um lote do patrimônio municipal situado na Estrada dos Expedicionários, medindo 575.465,20 m², para a construção do conjunto residencial dos sargentos e soldados da 16ª Brigada de Infantaria de Selva.
Completou a base fundiária da Vila Militar de Tefé, iniciada nas doações do prefeito José Antonio Inácio.
Autorizado pela Lei nº 275, de 20 de maio de 1993, mandou construir um canil para recolher os cães vadios e soltos nas ruas da cidade.
Primeira estrutura municipal de recolhimento de animais em via pública em Tefé.
Iniciou a construção do bairro do Mutirão, com três ruas e água própria, cujas casas são em sua maioria de alvenaria. A obra foi concluída na gestão seguinte, de Francisco Hélio Bezerra Bessa, que distribuiu as casas a pessoas de baixa renda.
Abriu mais um bairro popular na expansão sul da cidade.
Durante o mandato dedicou-se a atender as comunidades ribeirinhas, construindo escolas e postos médicos e prestando assistência social. Pela Secretaria Municipal de Ação Social manteve a doação de medicamentos, o transporte de doentes e o Hospital São Miguel com médicos.
Manteve escola e atendimento de saúde no interior do município, onde vivia parte expressiva da população.