
Superintendente
O major Fernando Guapindaia de Souza Brejense foi Superintendente do município de Tefé no triênio iniciado em 1917. Tomou posse em 2 de fevereiro de 1917, junto com os conselheiros da Intendência, em cerimônia conduzida pelo Juiz de Direito da Comarca, Dr. João Vilhena de Aquipe Araújo, empossado no mesmo ano.
Sua gestão deixou marcada a organização física do poder público local: foi nesse período legislativo que se construiu a sede da Intendência, na rua Bernardo Batalha — onde hoje funciona a Biblioteca Municipal — e, ao lado dela, o prédio da biblioteca. Os dois eram construções de um piso, de tijolo e telha, no padrão das casas da cidade da época. Foi também nessa administração que os intendentes escolheram o terreno em que viria a ser erguido o prédio da Prefeitura, o futuro Paço Municipal, obra que atravessaria as gestões seguintes.
O livro de Protásio Lopes Pessoa registra que o superintendente "era muito estimado pelo povo porque cuidava muito bem da cidade, trazendo as ruas limpas e fazendo cumprir o Decreto nº 06 de 25 de setembro de 1905", que obrigava os proprietários de terrenos e casas do centro urbano a construir calçadas em frente aos imóveis e a manter os terrenos murados ou cercados. Na seção de Vultos Históricos, a obra o resume como quem "aumentou a cidade e a manteve sempre limpa".
Enquanto ele governava, o Superintendente ainda despachava no prédio da rua Marechal Hermes da Fonseca, onde mais tarde se instalaria a Delegacia da Receita Federal, e a ordem pública era mantida pela Guarda Municipal, sediada em uma delegacia de alvenaria na atual rua Getúlio Vargas.
No período legislativo iniciado com sua posse, foi construída a sede da Intendência na rua Bernardo Batalha, prédio de um piso, de paredes de tijolo e cobertura de telha, no mesmo padrão construtivo das casas da cidade.
O poder municipal passou a ter sede própria; o imóvel abriga hoje a Biblioteca Municipal.
Ao lado da sede da Intendência foi erguido o prédio da biblioteca, também de um piso e com o mesmo padrão construtivo.
Primeiro espaço próprio de leitura pública da cidade.
Ainda em sua gestão, os intendentes escolheram o terreno onde seria construído o prédio da Prefeitura. A obra do Paço Municipal só começaria no triênio seguinte e levaria quase dez anos.
Definiu o endereço da sede do Executivo municipal, concluída décadas depois.
Segundo o livro, cuidava da cidade mantendo as ruas limpas e fazia cumprir o Decreto nº 06, de 25 de setembro de 1905, que obrigava proprietários do centro urbano a construir calçadas e a murar ou cercar seus terrenos.
Padronizou calçadas e fechamento de terrenos na área central.