
Comandante espanhol / governador de fato
Francisco Requena y Herrera foi o brigadeiro espanhol que ocupou a Vila de Ega e a governou de fato entre cerca de 1785 e 1790, no único período em que a atual Tefé esteve sob administração da Espanha. Engenheiro militar e geógrafo, chegou à região como chefe da representação espanhola na Quarta Comissão Demarcadora de Limites, substituindo Dom Ramon Pizarro, e como governador de Maynas.
Já nos trabalhos da comissão, instalada em Ega em 1777, sustentava que a margem esquerda do Solimões, de Tabatinga a Ega, pertencia à Espanha. Os trabalhos no rio Japurá foram interrompidos por desavenças e por uma epidemia de malária; o comissário português Theodosio Constantino Chermont assinou um Termo definindo as fronteiras no Auati-Paraná, resultado que Requena apresentou ao vice-rei do Peru como favorável à Espanha. Autorizado pelo vice-rei a ocupar a área entre Tabatinga e Ega, partiu de Quito com soldados e um grande número de colonos, destituiu as autoridades portuguesas, nomeou autoridades espanholas e escolheu Ega como capital de uma comandância — a vila mais desenvolvida do Alto e Médio Solimões, com 495 habitantes e três ruas. Trouxe a família e fixou residência na rua principal, hoje Duque de Caxias.
Passou a administrar diretamente da foz do rio Tefé até Tabatinga: mudou o nome das aldeias, mandou vir de Quito quinze casas de farinha completas, mudas dos Andes e grandes quantidades de salsaparrilha, abriu campos de criação de gado junto ao lago Copacá, construiu uma carreira para barcos e canoas, mandou construir casas novas, endireitou as ruas, reformou a igreja, criou a fiscalização das embarcações no Solimões, baixou decretos e controlou a arrecadação de impostos. Trouxe também professores de latim, espanhol, francês e português — o livro registra que foi com os espanhóis chefiados por ele que as escolas apareceram claramente em Ega, funcionando até 1790. A vila cresceu duas ruas e a população aumentou com a chegada dos colonos espanhóis; segundo o livro, "os moradores nativos não aceitavam a dominação espanhola".
O governador da Capitania de São José do Rio Negro, Manoel da Gama Lobo D'Almada, preparou a ofensiva para desalojar os espanhóis: ocupou os pontos estratégicos, mandou construir um forte e um hospital na boca do rio Tefé e desceu tropas do Içá e de Tabatinga. Sitiado, Requena capitulou e retirou-se de Ega em princípios de 1790, com a família e os demais espanhóis, escoltado até Quito. O livro registra que ele "deixou a Vila urbanizada com boas casas, ruas limpas e comércio intenso com Loreto e com Belém".
De volta à Espanha em 1794, publicou o *Mapa Geográfico de la América Meridional*, alcançou o posto de marechal em 1802 e foi conselheiro de Estado no Triênio Liberal (1820–1823). Faleceu em Madri, em fevereiro de 1824.
Trouxe professores para ensinar latim, espanhol, francês e português na vila. O livro registra que as escolas de Ega 'apareceram claramente' com os espanhóis chefiados por ele, e que a escola funcionou até 1790.
Primeiro ensino regular de línguas registrado na história de Tefé, encerrado com a expulsão dos espanhóis.
Mandou endireitar as ruas, reformar a igreja e as casas, construir novas residências e uma carreira para a construção de barcos e canoas. A vila cresceu duas ruas e a população aumentou com a chegada de colonos espanhóis.
O livro registra que ele deixou a vila urbanizada, com boas casas, ruas limpas e comércio intenso com Loreto e com Belém.
Mandou vir de Quito quinze casas de farinha completas e mudas dos Andes — sapota, canela, fruta-do-conde, cinchona, batata-inglesa e batata-doce, entre outras —, abriu campos para criação de gado junto ao lago Copacá e incentivou o plantio de cupuaçu, cacau, abacaxi, puxuri, mandioca, tabaco, salsaparrilha e cravo.
Diversificou a base produtiva do médio Solimões, com a produção escoada para Loreto.