
Administrador da Missão
Frei André da Costa foi o fundador de Tefé e seu primeiro administrador. Missionário carmelita português, ergueu em 15 de outubro de 1718, na margem oriental do lago do rio Tapi, a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas, núcleo de povoamento que deu origem à cidade. Governou a missão pelo Regimento das Missões, sistema criado pela Carta Régia de 21 de dezembro de 1686, que entregava ao missionário a administração da aldeia, o controle da mão de obra indígena, os descimentos, as guerras justas, os resgates e as agarrações.
Os carmelitas frei Antônio de Andrade, frei Baltazar da Madre de Deus, frei André da Costa e outros foram enviados pela Assistência de Portugal em 1693, por determinação da Carta Régia de 19 de março daquele ano, para fundar missões entre a boca do rio Negro e os limites fixados pela expedição de Pedro Teixeira e barrar o avanço espanhol. Frei André missionava em Suassutuba, na ilha dos Veados, em frente ao Ayucá, onde fundou a Missão de São Joaquim.
Depois da destruição das missões do Alto Solimões no conflito entre portugueses e espanhóis, frei André recolheu, em 1710, os índios e brancos sobreviventes das aldeias destruídas. Já nomeado Reorganizador das Missões e administrador da Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Axiuaris, transferiu esse povo em 1712 para a tapera de Tambaqui-paratu, na foz do rio Tapi. Como o terreno alagava e o lugar não oferecia segurança contra as tropas de resgate e os comerciantes de escravos, procurou sítio melhor rio acima e encontrou, na margem do lago, um terreno plano, cheio de castanheiras, junto à aldeia dos Tupebas.
Em 15 de outubro de 1718 embarcou os moradores em igarités, subiu o rio Tapi e, ao lado dos Tupebas que o esperavam na praia, deu início à missão. Mandou fincar uma grande cruz no centro da taba, erguer em frente um pequeno altar de madeira e ali celebrou a primeira missa, em ação de graças a Santa Teresa. Foram construídas as ocas, a escola, a capela e a residência do missionário. Frei André comunicou o fato às autoridades em Belém e assumiu como administrador da nova missão, mas permaneceu pouco tempo: como Administrador Geral das Missões Carmelitas, precisava reorganizar as missões destruídas e empossar novos missionários. Ficou de fins de outubro de 1718 ao início de 1719 e nomeou em seu lugar frei Baltazar da Madre de Deus.
Em Tefé, seu nome batiza a Escola Estadual Frei André da Costa, na rua Getúlio Vargas, e a Praça Frei André da Costa. A data que escolheu para erguer a missão, 15 de outubro, é hoje feriado municipal, instituído pela Lei nº 102, de 28 de setembro de 1953, em homenagem à padroeira Santa Teresa.
Depois da destruição das missões e aldeias do Alto Solimões no confronto entre portugueses e espanhóis, recolheu em Suassutuba, na ilha dos Veados, os índios e brancos sobreviventes.
Formou o grupo humano que, oito anos depois, seria transferido para o sítio da atual cidade de Tefé.
Em 15 de outubro de 1718 transferiu os moradores de Tambaqui-paratu para a margem oriental do lago do rio Tapi, onde se juntaram aos índios Tupebas, e celebrou a primeira missa diante de uma cruz e de um altar de madeira.
É o ato de fundação da cidade de Tefé e o marco da ocupação portuguesa definitiva do Médio e Alto Solimões.
Levantou, em torno da missão recém-fundada, a primeira igreja da cidade — uma cabana de palha na ponta, perto da praia branca.
Primeiro templo de uma sequência que chegaria à atual Catedral de Santa Teresa.