
Administrador da Missão
Frei Francisco de Seixas foi o quarto administrador da Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas. Foi nomeado em 1720, depois da morte de frei Antônio de Andrade, e permaneceu no cargo até 1730, ainda sob o Regimento das Missões, sistema em que o missionário acumulava a administração da aldeia, o recrutamento da mão de obra indígena e a condução dos descimentos, resgates e guerras justas.
Na sua administração, os missionários incentivavam o plantio de roças de mandioca, milho, tabaco, macaxeira, cará, jerimum e mamão, e o cultivo de árvores frutíferas como cacau, abio, purumã, ananás, urucu, pupunha, castanha e umari, além da coleta de salsaparrilha, cravo e anil. Foi nesse período que a população e a missão passaram a ter vida própria e a crescer.
O episódio mais lembrado de sua gestão é a passagem do tuxaua Bacuriana. Desentendido com o cacique Caricuá, Bacuriana resolveu mudar-se para o Japurá e veio à Missão de Santa Teresa pedir um padre para a aldeia que ia fundar. Frei Francisco de Seixas não dispunha de nenhum missionário no momento, mas solicitou um ao seu superior em Belém. Foi enviado frei Matias, que seguiu com o tuxaua; em desacordo com os costumes da aldeia, frei Matias acabou fugindo para o rio Negro, onde fundou, em 1728, a Missão de Mariuá — elevada a vila em 1758 com o nome de Barcelos e transformada na primeira capital da Capitania de São José do Rio Negro.
Sem missionário disponível para a aldeia que Bacuriana ia fundar no Japurá, pediu um padre ao seu superior em Belém. Veio frei Matias, que, depois de deixar a aldeia do tuxaua, fundou a Missão de Mariuá no rio Negro, em 1728.
Mariuá tornou-se a Vila de Barcelos em 1758 e a primeira capital da Capitania de São José do Rio Negro.