
Administrador da Missão
Frei José de Santa Teresa Ribeiro foi o quinto e último administrador missionário de Tefé. Nomeado para substituir frei Francisco de Seixas, iniciou suas atividades em 1730 e governou por quase três décadas, até 1759, quando o Regimento das Missões foi substituído pelo Diretório dos Índios e ele passou a exercer apenas a função de vigário, com a criação da Paróquia de Santa Teresa d'Ávila.
Foi na sua administração que o povoado ganhou forma urbana. Reunindo brancos e índios, começou a formar ruas e quarteirões; incentivou a produção de farinha de mandioca, a pesca do pirarucu, a colheita da castanha, a produção de tabaco, milho e manteiga de ovos de tartaruga, e aumentou a produção de cacau — produtos comercializados em Belém e em Loreto. Ao fim de sua gestão, a aldeia já tinha três ruas, uma igreja, a casa do administrador e um cemitério, no lugar onde hoje fica a Agência da Capitania dos Portos.
A legislação vigente obrigava o missionário a conduzir também os descimentos, as guerras justas e os resgates, que aumentaram no período: índios do Japurá, do Jutaí, do Javari e do Juruá eram aprisionados e vendidos ou distribuídos como escravos, e foi construído, em uma antiga missão do padre Samuel Fritz, um posto cercado de pau-a-pique para depositar os prisioneiros até a distribuição para Belém e outras localidades. O livro registra o fato como imposição legal do período: "Por força da legislação vigente, o missionário era obrigado a fazer essa terrível atividade."
Em 1753, ainda sob o Regimento das Missões, foi criada em Tefé a primeira escola pública, além da que já existia dos missionários. Sua administração também recebeu o cientista francês Charles Marie de La Condamine, chefe da comissão científica da Academia de Ciências de Paris: ele passou por Tefé em agosto de 1735, subindo o Solimões rumo ao Peru, e novamente no final de agosto de 1743, na volta para a França. La Condamine deixou registro escrito da passagem pelas missões carmelitas do Solimões, entre elas Tefé.
Ainda na vigência do Regimento das Missões, foi criada em Tefé a primeira escola pública, ao lado da escola que já era mantida pelos missionários.
Primeiro ensino público do município. A escola não deixou registros e o ensino público só reaparece documentado em 1869, com o professor padre Luiz Gonçalves de Souza.
Reunindo brancos e índios, organizou o traçado do povoado em ruas e quarteirões e ampliou a produção de farinha, pirarucu, castanha, tabaco, milho, manteiga de ovos de tartaruga e cacau.
Ao fim de sua administração a aldeia tinha três ruas, igreja, casa do administrador e cemitério — a base do desenho urbano que seria elevado a Vila de Ega em 1759.
Recebeu em Tefé o chefe da comissão científica da Academia de Ciências de Paris, em agosto de 1735, na subida ao Peru, e no final de agosto de 1743, no regresso à França.
Rendeu o primeiro registro científico europeu conhecido sobre Tefé e as missões carmelitas do Solimões.