
Prefeito Municipal
O médico José Antonio Inácio foi prefeito de Tefé no quatriênio de 1989 a 1992. Foi eleito na eleição de 15 de novembro de 1988 com 5.094 votos, tendo como vice o capitão Frontim Pereira Santiago, e tomou posse em janeiro de 1989. Já havia disputado o Executivo em 1982, na eleição vencida por Francisco Hélio Bezerra Bessa, e voltaria a concorrer, pelo PMDB, em 1996 e em 2000. Nasceu em 20 de novembro de 1946, em Ipameri, no interior de Goiás, e nas urnas era conhecido como "Dr. Inácio".
A formação em medicina orientou boa parte da gestão. Reformou o Hospital São Miguel, manteve um grupo de médicos na cidade, colocou dois barcos a visitar as comunidades levando assistência médica e social e construiu postos médicos nas principais comunidades do interior, cada um com um agente de saúde pago pela Prefeitura.
A obra que respondeu à maior urgência sanitária do período foi o bairro de Santa Teresa. Diante da ameaça de um surto de cólera e dengue, o prefeito e as autoridades de saúde concluíram que era preciso retirar os moradores das palafitas da frente da cidade, às margens do igarapé Xidarinim, área considerada de alto risco. Escolheu um terreno na Estrada dos Expedicionários, terraplenou-o, abriu as ruas, construiu as casas e transferiu as famílias — muitas reagiram, mas a remoção foi feita e não houve caso de cólera nem de dengue. O bairro recebeu o nome da padroeira do município.
Na educação, manteve pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura 47 escolas rurais, construiu a Escola Municipal Dorotéia Bezerra, no bairro de Santa Luzia, terminou a Escola Wenceslau de Queiroz iniciada na gestão anterior, ergueu em alvenaria a Escola da Missão e viu construída a Escola GM3, ampla e com ginásio interno coberto, na entrada do bairro de Jerusalém. Construiu ainda o Estádio Municipal João Benvindo de Souza, na Estrada dos Expedicionários, cujo nome foi sugerido pelo vereador Edvaldo Gonçalves de Souza, e a Feira do Produtor, no aterro que mandou fazer sobre o igarapé da Intendência, ao lado da Praça Remanso do Boto. Calçou a Estrada Agrovila/Tefé, renovou o calçamento da cidade inteira e asfaltou toda a área urbana.
Foi também em sua administração que Tefé cedeu as áreas que consolidaram a presença militar no município: pela Lei nº 217/89, de 4 de agosto de 1989, doou o terreno da capela de Bom Jesus dos Navegantes, na rua Duque de Caxias, para a Agência da Capitania dos Portos; pela Lei nº 233/90, de 16 de agosto de 1990, doou 2.250 m² na Estrada dos Expedicionários para os prédios e portos operacionais da Marinha; e pelas Leis nº 249, de 25 de maio de 1992, e nº 353/92, de dezembro de 1992, doou ao Ministério do Exército as áreas onde se instalou a 16ª Brigada de Infantaria de Selva, indenizando os agricultores cujos plantios ficaram dentro da área militar.
Diante da ameaça de um surto de cólera e dengue, decidiu com as autoridades de saúde retirar os moradores das palafitas da frente da cidade, às margens do igarapé Xidarinim, área de alto risco. Escolheu um terreno na Estrada dos Expedicionários, terraplenou-o, abriu as ruas, construiu as casas e transferiu as famílias, apesar da resistência de muitas delas. Deu ao bairro o nome da padroeira do município.
Evitou que ocorressem casos de cólera e de dengue na área de palafitas e criou um bairro que hoje tem escola, posto de gasolina, poço artesiano, comércio e sete ruas pavimentadas.
Para estimular o futebol na cidade, construiu o estádio municipal na Estrada dos Expedicionários, retomando obra cujo terreno havia sido nivelado e cujos alicerces haviam sido iniciados no fim do segundo mandato de Manoel Armando da Silva Retto. O nome foi sugerido pelo vereador Edvaldo Gonçalves de Souza.
Deu a Tefé o seu estádio de futebol, com arquibancada, na Estrada dos Expedicionários.
Como médico, reformou o Hospital São Miguel, manteve na cidade um grupo de médicos, colocou dois barcos a visitar as comunidades levando assistência social e médica e construiu postos médicos nas principais comunidades, cada um com um agente de saúde pago pela Prefeitura.
Levou atendimento regular às comunidades ribeirinhas e recuperou o único hospital do município.
Manteve 47 escolas rurais em funcionamento, construiu a Escola Municipal Dorotéia Bezerra, no bairro de Santa Luzia, ergueu em alvenaria a Escola da Missão, na zona rural, e terminou a Escola Wenceslau de Queiroz, iniciada na gestão anterior, que atende Fonte Boa, São João e a Estrada do Bexiga. Em sua gestão foi construída a Escola GM3, ampla e com ginásio interno coberto, na entrada do bairro de Jerusalém.
Ampliou a rede escolar dos bairros novos e da zona rural.
Restaurou o Mercado Municipal e construiu a Feira do Produtor no aterro que mandou fazer sobre o igarapé da Intendência, junto à Praça Remanso do Boto, com uma quadra de esportes ao lado.
Deu espaço amplo a feirantes e agricultores no Centro; a feira e a quadra foram depois demolidas e a feira transferida para junto do Mercado Municipal.
Fez o calçamento da Estrada Agrovila/Tefé e renovou o calçamento da cidade inteira; em seguida asfaltou toda a área urbana. Também calçou e ajardinou a Praça Remanso do Boto, até então não urbanizada.
Foi a primeira pavimentação de conjunto da área urbana de Tefé.
Pela Lei nº 217/89, de 4 de agosto de 1989, e depois de acordo com o bispo de Tefé, dom Mário Clemente Neto, doou à Marinha o terreno da capela de Bom Jesus dos Navegantes, na rua Duque de Caxias, com 114,40 m²; a igreja foi adaptada e virou a Agência da Capitania dos Portos. Pela Lei nº 233/90, de 16 de agosto de 1990, doou 2.250 m² na Estrada dos Expedicionários para os prédios e portos operacionais da Marinha.
Instalou em Tefé a Capitania dos Portos e a Vila Naval da Marinha do Brasil.
Atendendo ao Ministério do Exército, doou pela Lei nº 249, de 25 de maio de 1992, um terreno de 6.534,57 m²; verificada a insuficiência da área depois de iniciadas as obras, doou pela Lei nº 353/92, de dezembro de 1992, mais 1.137.449,66 m². Os agricultores cujos plantios ficaram dentro da área militar foram indenizados pela Prefeitura.
Viabilizou a instalação da 16ª Brigada de Infantaria de Selva e das cerca de trezentas unidades da Vila Militar, a 3 km do Centro Urbano.