
Prefeito Municipal (vice-prefeito)
Malaquias de Queiroz era filho do município e governou Tefé em 1977, como vice-prefeito no exercício do cargo. Eleito vice na chapa de Manoel Armando da Silva Retto no pleito de 3 de novembro de 1976, foi empossado em 10 de janeiro de 1977; como o prefeito eleito estava impedido de administrar por irregularidades apontadas na gestão anterior, coube a ele conduzir o município até novembro daquele ano, quando o titular assumiu em definitivo.
Antes disso já havia sido suplente de vereador na legislatura eleita em janeiro de 1960 e candidato a prefeito na eleição de 6 de outubro de 1963, disputa que perdeu para Raimundo Ramos Coelho por 1.101 votos a 48. O livro de Protásio Lopes Pessoa registra o episódio que ficou da campanha: logo após a apuração, "num gesto de desprendimento, educação e democracia", Malaquias de Queiroz foi à Prefeitura felicitar pessoalmente o adversário eleito, na esperança de que ele fizesse uma grande administração em favor de Tefé.
Os dez meses à frente do Executivo, em 1977, foram de doações de terra que estruturaram equipamentos públicos e privados da cidade. Pela Lei nº 572, de 25 de novembro de 1977, aprovada por unanimidade na Câmara, escolheu e doou ao Estado um terreno amplo e plano de 500 metros por 500 metros na Estrada dos Expedicionários, dentro do perímetro urbano, para a construção do Quartel da Polícia Militar. Pela Lei nº 560, de 13 de julho de 1977, doou à Prelazia 4.000 m² na rua Minas Gerais para o Centro Cultural de Santo Antônio; pela Lei nº 570, de 15 de outubro de 1977, doou 7.000 m² à Sociedade de Televisão Ajuricaba, no bairro de Santa Luzia; e pela Lei nº 573, de 14 de dezembro de 1977, doou um lote no centro do bairro do Abial à Secretaria de Educação e Cultura, para a construção da Escola Getúlio Vargas, já que a erosão havia destruído a rua Beira Rio.
Faleceu em 1979, vítima de um ataque cardíaco, ainda no exercício do cargo de vice-prefeito.
Atendendo a pedido do governador Plínio Ramos Coelho, escolheu um terreno amplo e plano de 500 metros de frente por 500 de fundos, dentro do perímetro urbano, na Estrada dos Expedicionários. O projeto foi aprovado por unanimidade e passou à Lei nº 572, de 25 de novembro de 1977.
O Quartel da Polícia Militar de Tefé foi construído nesse terreno e continua funcionando na Estrada dos Expedicionários.
A Prelazia solicitou um lote para construir o Centro Cultural do bairro de Santo Antônio, na rua Minas Gerais. Pela Lei nº 560, de 13 de julho de 1977, doou 4.000 m².
No terreno funcionam o Centro Cultural, a escola e a igreja que atendem os moradores de Santo Antônio, Monte Castelo, Santa Luzia e Nossa Senhora de Fátima.
Pela Lei nº 570, de 15 de outubro de 1977, doou um lote de 7.000 m² à Sociedade de Televisão Ajuricaba Ltda., no bairro de Santa Luzia, para a construção do prédio dos aparelhos e a instalação da torre e das antenas de transmissão e recepção de TV.
O terreno segue servindo à televisão de Tefé.
Pela Lei nº 573, de 14 de dezembro de 1977, doou à Secretaria de Educação e Cultura um lote de terras no centro do bairro do Abial para a construção da Escola Getúlio Vargas, uma vez que a erosão já havia destruído a rua Beira Rio, onde a escola funcionava.
Garantiu a permanência da escola no bairro do Abial, separado do Centro pelo igarapé Xidarinim.