
Juiz
Manoel de Piedade Jesus foi eleito juiz da Vila de Ega em 1779, ao fim do mandato de Felipe Coelho, e reeleito na eleição seguinte, em 1780 — o único, entre os administradores documentados do Diretório dos Índios em Tefé, a exercer dois mandatos consecutivos. Em 1779 governou ao lado do juiz Domingos de Macedo Ferreira, dos conselheiros Antônio Duarte Monteiro, José Gonçalves Zurra e João da Silva e do procurador Antônio Gonçalves Monteiro. Em 1780 formou dupla com Antônio Duarte Monteiro, tendo como procurador Antônio de Souza e Maya, escrivão Manoel Ribeiro Leite e conselheiros Caetano da Costa e José da Silva.
No primeiro mandato, o Diretório manteve as orientações deixadas pelo Ouvidor Geral na gestão anterior: as ruas foram conservadas limpas, as casas pintadas, a olaria começou a produzir tijolos e telhas de canal, a aguardente permaneceu proibida, todos foram obrigados a fazer roças e foi criada uma granja da Fazenda Real. O segundo mandato transcorreu sob o temor de uma invasão espanhola vinda de Mainas, no Peru: a produção de manteiga de ovos de tartaruga e de banha de peixe-boi e de tucuxi continuou no verão, mas as roças ficaram abandonadas e houve falta de farinha; a vila foi conservada limpa com o trabalho compulsório dos índios e os impostos foram cobrados nos setores de arrecadação.
No mandato iniciado em 1779, ao lado da continuidade das obras e da limpeza urbana determinadas pelo Ouvidor Geral, foi criada uma granja da Fazenda Real na vila.
Ampliou a produção sob controle direto da Coroa na Vila de Ega.