
Juiz
Manoel Ribeiro Leite foi eleito juiz da Vila de Ega na eleição de 1802, a primeira realizada sob o Corpo de Trabalhadores — sistema criado pela Carta Régia de 12 de maio de 1798, por Dona Maria I, rainha de Portugal, que extinguiu o Diretório dos Índios e substituiu os diretores por dois juízes eleitos. Havia servido antes como escrivão da vila, eleito na chapa de Manoel de Piedade Jesus em 1780.
Governou ao lado do juiz Calisto de Menezes, capitão indígena, tendo como conselheiros Antônio da Rosa Lobo, José dos Reis e Nicolau de Oliveira, como procurador Adrião José da Gama e como escrivão Américo Euzébio de Matos. Era o período em que se intensificavam os canaviais na margem de terra firme do Solimões, em que se experimentou o plantio de café no município e em que o extrativismo esvaziava a vila e as escolas por meses a fio — os índios seguiam no verão para as praias e feitorias e, de janeiro a maio, para os centros da floresta.