
Prefeito Municipal
Monsenhor Miguel Alfredo Barrat foi o primeiro homem a receber o título de Prefeito Municipal de Tefé. Sacerdote da Congregação do Espírito Santo, era desde 1910 o Prefeito Apostólico da Missão dos Padres Espiritanos em Tefé — cargo eclesiástico, que não se confunde com o cargo civil. Em 12 de março de 1926, o presidente do Estado, Dr. Ephigênio Ferreira de Salles, convocou-o a Manaus e o encarregou de fazer o saneamento da cidade. Pelos serviços prestados nessa missão, foi nomeado prefeito do município em 15 de abril de 1926. Pela Lei nº 1289, que deu nova organização aos municípios do Amazonas, os Superintendentes passaram a denominar-se Prefeitos: Monsenhor Barrat foi o primeiro a receber esse título em Tefé. Deixou o cargo em dezembro de 1926, por pressão da Casa-Mãe dos Espiritanos.
O saneamento que executou mudou a rotina sanitária da cidade: mandou fazer sarjetas nas ruas, aterrar os poços de água parada, limpar as vias públicas, os quintais e as casas, construir tanques em torno das cacimbas para acumular água potável e incentivou o transporte de água do lago em carroças puxadas a cavalo. Desenvolveu ainda campanha de combate ao mosquito da malária, eliminando focos dentro e em volta da cidade. Comprou a casa do ex-superintendente Daniel Antônio Sevalho Júnior para instalar o Posto de Profilaxia Municipal, transformado em um pequeno hospital de dez leitos e entregue às Irmãs Franciscanas de Maria: inaugurado em 25 de julho de 1926, o povo o chamou de Hospital da Misericórdia. Como prefeito, mandou calçar a rua dos Júris, atual Getúlio Vargas — o primeiro calçamento de rua da cidade.
Como Prefeito Apostólico, sua obra é uma das mais extensas da história de Tefé. A partir de 1912 montou na Missão um estaleiro, uma fábrica de tijolos e telhas movida a vapor com capacidade para 100 mil peças por mês, torno mecânico, serraria, curtume, moinho de ração e turbina para produção de açúcar branco. Na cidade construiu o Palácio Apostólico, o Seminário São José, o Hospital São Vicente e o Colégio Santa Teresa, lançou em 15 de outubro de 1922 a pedra fundamental da Catedral de Santa Teresa e criou a Banda de Música Harmonia de Santa Cecília e o Coral de Santa Cecília. Fundou também as Damas de Caridade, que cuidavam dos pacientes do Hospital São Vicente.
Nascido em 9 de novembro de 1864 em Croezille, na região de Auvergne, França, foi ordenado sacerdote em 29 de agosto de 1887, em Chevilly. Nomeado Prefeito Apostólico de Tefé em 16 de agosto de 1910, chegou à cidade em novembro daquele ano e permaneceu à frente da Prefeitura Apostólica por cerca de 36 anos, renunciando em 1946 por motivo de saúde. Deixou Tefé em 1947, quando chegou Dom Joaquim de Lange, e faleceu em 29 de agosto de 1950, em Chevilly, na França.
Encarregado do saneamento em 12 de março de 1926 pelo presidente do Estado, mandou fazer sarjetas nas ruas, aterrar poços de água parada, limpar ruas, quintais e casas, construir tanques em torno das cacimbas para acumular água potável e incentivou o transporte de água do lago por carroças. Conduziu ainda campanha de combate ao mosquito da malária.
Foi o serviço que lhe valeu a nomeação como prefeito e a primeira ação sanitária organizada da cidade.
Comprou a casa do ex-superintendente Daniel Antônio Sevalho Júnior para instalar o Posto de Profilaxia Municipal, transformando-a em um pequeno hospital de dez leitos entregue às Irmãs Franciscanas de Maria. Foi inaugurado em 25 de julho de 1926 e ficava de frente para o igarapé do Xidarinim.
Tefé passou a ter atendimento hospitalar permanente para a população da cidade e do interior, mantido mesmo depois de ele deixar a Prefeitura.
Como Prefeito Municipal, mandou calçar a rua dos Júris, atual rua Getúlio Vargas, então uma das principais artérias da cidade.
Primeira rua calçada de Tefé, marco inicial da pavimentação urbana.
Comprou do comerciante Shalon Caxi uma casa na rua Olavo Bilac e nela instalou o Hospital São Vicente, destinado a atender pacientes vindos do interior do município. Criou também as Damas de Caridade, entidade encarregada de cuidar dos pacientes.
Ampliou a assistência de saúde para além da sede, alcançando as comunidades do interior; o prédio foi depois recuperado por Dom Joaquim de Lange.
Trouxe da Europa as Irmãs Franciscanas de Maria, chegadas a Tefé em 12 de julho de 1925 pelo navio Belo Horizonte, e com elas fundou o Colégio Santa Teresa, inaugurado em 16 de janeiro de 1926 no terreno doado pelo superintendente Antônio João de Lira Braga.
O colégio tornou-se referência em todo o Amazonas, com curso normal, formação de professoras rurais, ensino primário, jardim de infância e cursos técnicos para moças e senhoras.
Lançou a pedra fundamental da Catedral em 15 de outubro de 1922, depois de concluído o Palácio Apostólico. A obra foi custeada por todo o povo e pelo comércio da cidade e inaugurada em 19 de outubro de 1935, com a presença do bispo de Manaus, D. Basílio Pereira.
Deu à cidade o prédio que se tornou seu principal marco arquitetônico e religioso.