
Prefeito Municipal
O Dr. Ormando Sobreira de Sampaio foi Prefeito Municipal de Tefé de 1º de fevereiro de 1928 a 30 de junho de 1930, nomeado por ato do governador Ephigênio Sales para substituir Abílio Nery. Cearense de Camocim, formou-se pela Universidade Amazonense de Letras, casou-se em Manaus e veio para Tefé, onde exerceu por muitos anos a função de Promotor de Justiça da Comarca. O livro de Protásio Lopes Pessoa o descreve como "um dos grandes vultos da história do município".
Sua gestão foi a que trouxe a energia elétrica para Tefé: em 1930 construiu a primeira usina de luz da cidade, movida a vapor, instalada na ponta da cidade, perto da praia da Areia Branca. Depois de instalada a usina, foi feita a rede elétrica nas ruas e nas residências — uma luz fraca, que funcionava até as dez da noite e cuja prorrogação era pedida quando havia baile ou festa popular. Seu primeiro maquinista foi Francisco Nogueira, o "Chico Maquinista". Construiu ainda o prédio dos Correios e Telégrafos, na praça Alcindo Roberto, onde foram instalados os aparelhos transmissores, e em sua gestão foram erguidas, por determinação do Governo do Estado, a Delegacia, a Cadeia Pública e o necrotério municipal.
Em 19 de junho de 1928, ao lado do comerciante José Antônio Hatem, dono da Casa Jerusalém, e do coletor estadual Ursulino dos Santos, fundou o Humaitá Atlético Clube, do qual integrou a primeira diretoria. Dois anos depois, em 19 de junho de 1930, inaugurou o campo de futebol do clube, construído na rua da Campina por mutirão da população, com enxadas e pás e sem nenhuma máquina: foram escavados duzentos metros de barranco, e a terra retirada serviu para aterrar a cabeceira do igarapé da Intendência e do Hospital da Misericórdia. O Humaitá liderou o esporte tefeense por várias décadas.
O livro registra também que ele deixou a cidade bem cuidada, com o jardim público da então praça Antônio Bitencourt, hoje praça Túlio Azevedo. Foi padrinho de batismo do futuro prefeito Manoel Armando da Silva Retto e cunhado do capitão Cleto Marques Praia, interventor e depois prefeito do município. Retirou-se para Manaus em 30 de junho de 1930 e faleceu em 1950, por ocasião de sua posse na Academia Amazonense de Letras.
Construiu a primeira usina de luz da cidade, movida a vapor, na ponta da cidade, perto da praia da Areia Branca. Em seguida foi feita a instalação da rede elétrica nas ruas e nas residências. O primeiro maquinista foi Francisco Nogueira, o "Chico Maquinista".
Tefé passou a ter iluminação elétrica pública e domiciliar, funcionando até as dez da noite, com prorrogação em dias de festa.
Construiu o prédio dos Correios e Telégrafos, na praça Alcindo Roberto, em frente ao atual Monte Carlo Show Clube, onde foram instalados os aparelhos transmissores. O prédio foi desativado no final de 1939 e doado às Obras Sociais de São Vicente de Paulo; foi demolido em 1963.
Deu sede própria à comunicação telegráfica e postal do município, instalada na cidade desde 1925.
Em sua gestão foram construídos, por determinação do Governo do Estado, a Delegacia e a Cadeia Pública e, junto a esta, o necrotério, onde deviam ser examinados os cadáveres diante da suspeita de um surto de febre amarela na região.
Estruturou os equipamentos de segurança pública e de perícia do município.
Em 19 de junho de 1928, com José Antônio Hatem e Ursulino dos Santos, fundou o Humaitá Atlético Clube, com sede social na rua Bernardo Batalha e cores azul e branca. Integrou a primeira diretoria do clube.
O clube liderou o esporte e a vida social de Tefé por várias décadas, promovendo campeonatos anuais de futebol e voleibol.
Inaugurou em 19 de junho de 1930 o campo de futebol do Humaitá, na rua da Campina, construído com trabalho da população em mutirão, com enxadas e pás, escavando duzentos metros de barranco. A terra retirada aterrou a cabeceira do igarapé da Intendência e do Hospital da Misericórdia.
Deu à cidade seu primeiro campo de futebol, palco de campeonatos com times locais e de Manaus, e resolveu de uma vez o aterro de duas áreas alagadas.
O livro registra que deixou a cidade bem cuidada, com um jardim público na praça Antônio Bitencourt, em frente ao Seminário e ao Mercado, atribuindo o embelezamento ao "bom gosto do prefeito a quem Tefé deve muito".
A praça é hoje a praça Túlio Azevedo, principal centro de lazer da população.