
Superintendente Municipal
O coronel Raimundo Garcia foi Superintendente do Município de Tefé entre 1902 e 1904. Presidente da Intendência, foi nomeado para o Executivo municipal quando o coronel Daniel Antônio Sevalho precisou se retirar da cidade.
Sua marca foi a educação. Entrosando-se com os missionários espiritanos instalados na Boca de Tefé, conseguiu a criação de escolas nos maiores povoados do município e passou a subvencionar as escolas de Uarinim e Caiçara. No começo de 1904, criou uma escola noturna para a cidade. Preocupado com a melhoria do ensino, solicitou à Intendência uma pensão para que o estudante Isidoro Gonçalves de Souza pudesse estudar fora do município — segundo o livro, o estudante recusou e foi estudar na escola de profissionalização da Missão, formando-se serralheiro.
Na administração, vendeu a lancha "Adélia", comprada pela gestão anterior para as viagens ao interior, por quinze mil réis ao comerciante Eleodoro Gavino Cardoso, por causa das muitas despesas que a embarcação trazia. Governou no período em que a Missão dos espiritanos fundava seu centro de formação de jovens artífices, preparando marceneiros, mecânicos, oleiros, alfaiates, pedreiros e outros ofícios, e em que a cidade recebeu, em 1902, a visita de Dom José Lourenço da Costa Aguiar, bispo do Amazonas.
Por motivo de doença, teve de se afastar da Superintendência, sendo substituído em 9 de março de 1904 pelo presidente da Intendência, major José Maria de Mesquita Braga. Faleceu em 10 de maio de 1904, ainda afastado do cargo.
Em entrosamento com os missionários espiritanos, conseguiu a criação de escolas nos maiores povoados do município e passou a subvencionar as escolas de Uarinim e Caiçara.
Levou o ensino público para além da sede, alcançando as comunidades do interior do município.
Criou, em princípios de 1904, uma escola noturna para a cidade de Tefé.
Abriu a possibilidade de estudo a quem trabalhava durante o dia.
Solicitou à Intendência uma pensão para que o estudante Isidoro Gonçalves de Souza pudesse fazer seus estudos fora do município. O livro registra que o estudante rejeitou a pensão e foi estudar na escola de profissionalização da Missão, formando-se serralheiro.
Primeira iniciativa registrada de custeio municipal de estudos fora de Tefé.
Diante das muitas despesas que a lancha "Adélia" vinha trazendo, vendeu-a por quinze mil réis ao comerciante Eleodoro Gavino Cardoso.
Encerrou o custeio municipal da embarcação, uma das primeiras a vapor a funcionar no município.