
Prefeito Municipal
Raimundo Ramos Coelho governou Tefé em dois momentos muito distantes um do outro. Natural de Manaus, foi eleito prefeito pela Câmara de Vereadores em 17 de abril de 1951, para completar o mandato do quatriênio que se encerrava, e foi empossado dois dias depois, em 19 de abril. Deixou o cargo em 29 de março de 1952. O livro de Protásio Lopes Pessoa descreve o período como "cheio de irregularidades", com disputas entre o Legislativo e o Executivo, recontagem de votos, cassações e nenhuma obra de vulto na cidade.
Treze anos depois voltou pelo voto direto. Na eleição de 6 de outubro de 1963, organizada pelo juiz de direito Mozart Miquilino da Cunha, com 12 seções eleitorais e 1.630 eleitores, foi eleito com 1.101 votos contra 48 do adversário Malaquias de Queiroz. Tomou posse em 18 de fevereiro de 1964 e governou até 1967.
Nessa segunda gestão, calçou com tijolos as ruas Duque de Caxias, Olavo Bilac e Getúlio Vargas — o município não dispunha de pedras —, remodelou a praça que havia sido modificada pelo prefeito Lupercínio de Sá Nogueira, viu instalar-se em Tefé o INPS/IAPAS e a Campanha de Erradicação da Malária, em 8 de agosto de 1964, e planejou a estrada para a comunidade de Agrovila, autorizada pela Lei nº 398, de 21 de maio de 1965.
Era irmão do governador do Estado do Amazonas Plínio Ramos Coelho, informação registrada nas páginas 106 e 125 do livro.
Calçou as ruas Duque de Caxias, Olavo Bilac e Getúlio Vargas. Como não há pedras na região, as ruas foram calçadas com tijolos.
Primeiras ruas calçadas do Centro Urbano de Tefé.
Remodelou a praça que havia sido modificada pelo prefeito Lupercínio de Sá Nogueira nos anos 1940.
Recuperou um dos poucos espaços públicos de lazer da cidade.
Foi na administração desse prefeito que se instalou no município o INPS/IAPAS, para dar assistência com benefícios de tratamento, cobrança das firmas e aposentadorias. O primeiro representante foi Kleper Oliveira de Melo, que mantinha o escritório na rua Daniel Sevalho, em sua própria residência.
Levou a previdência social a Tefé; o órgão viria a se tornar o INSS pelo Decreto nº 99.350, de 27 de junho de 1990.
Instalado em 8 de agosto de 1964, com sede na rua Floriano Peixoto, esquina com a Quintino Bocaiúva, onde hoje fica o Centro Municipal de Saúde. Sua finalidade era erradicar a malária em Tefé, Alvarães, Uarinim, Maraã, Juruá e Japurá.
Estruturou o combate à malária em toda a região do médio Solimões a partir de Tefé.
Com autorização da Câmara pela Lei nº 398, de 21 de maio de 1965, desapropriou uma faixa de terras de 4.500 metros de extensão por 60 metros de largura e mandou desmatar e destocar o leito da estrada, para facilitar o transporte de produtos e de agricultores até a comunidade de Agrovila, organizada por Dom Joaquim de Lange no meio da floresta. A estrada foi aberta, mas não asfaltada.
Abriu acesso por terra a uma comunidade agrícola até então isolada.
As professoras distritais Maria de Lourdes, Joana Amorim, Mirian Gonçalves de Souza e Jovelinha Nunes Chaves conseguiram junto ao prefeito Raimundo Ramos Coelho os recursos para a escola, inaugurada em 19 de outubro de 1968 e batizada de Antídio Façanha.
Deu origem a uma escola que atende a cidade até hoje, depois rebatizada de Cleto Praia.