
Prefeito Municipal
Túlio Azevedo foi prefeito de Tefé em dois mandatos — 1947–1951 e 1956–1959 — e é o nome da principal praça da cidade. Cearense da cidade de Aracati, chegou muito jovem ao município e sua primeira ocupação em Tefé foi a de remador: no início do século passado havia poucas embarcações a motor, e os batelões eram impulsionados a remo.
Do remo passou a moço do fisco, encarregado pelo município da cobrança de impostos; depois virou regatão, comerciante ambulante que percorria os portos do interior; e, por fim, comerciante estabelecido na cidade. Com a valorização da borracha, firmou-se como empresário, à frente da firma T. Azevedo, com loja na rua Olavo Bilac e uma pequena frota de barcos motorizados para o comércio regatão no interior do município. Foi também agente da Panair do Brasil S.A. em Tefé, criador de gado às margens da cidade e empreiteiro da obra básica do aeroporto. Na política, foi um dos cinco vereadores da primeira Câmara de Vereadores de Tefé, eleita em 15 de novembro de 1935 e instalada em 24 de janeiro de 1936; depois foi eleito prefeito duas vezes; voltou à Câmara como vereador nos quatriênios de 1960–1963 e 1968–1971, quando foi eleito presidente da Mesa; e, no final da carreira política, foi eleito deputado estadual.
O primeiro mandato começou com a posse em janeiro de 1948, depois da eleição convocada em 1946 para o quatriênio de 1947 a 1951 — o primeiro pleito municipal depois do Estado Novo. Nele, incentivou a produção de castanha, ampliou a rede escolar e construiu o Grupo Escolar Getúlio Vargas na Ponta do Abial, em 1949. Foi durante essa gestão que chegou a Tefé, em 2 de abril de 1947, Dom Joaquim de Lange, primeiro bispo da Prelazia. Coube-lhe ainda o entendimento com o Ministério da Aeronáutica sobre a cessão de terras à COMARA para a construção do aeroporto, com o compromisso municipal de abrir a estrada de acesso — a antiga Estrada Municipal, hoje Estrada dos Expedicionários, que liga a cidade ao aeroporto.
No segundo mandato, iniciado com a posse em fevereiro de 1956, apoiou e administrou, junto com o SESP, a instalação da rede de água da cidade — 5.552 metros lineares de tubulação e 199 ligações domiciliares iniciais — e encaminhou à Câmara o projeto que se tornou a Lei nº 251, de 6 de dezembro de 1957, criando o SAAE — Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Ampliou o Mercado Municipal com boxes para frutas e cafezinho, construiu com recursos do Estado a Escola Eduardo Ribeiro na praça Santa Teresa, inaugurada em 1957, reformou o cemitério São José, instalou a primeira olaria mecanizada do município, aumentou a rede escolar rural e, ao abrir uma rua na Ilha do Abial, deu início em 1956 ao bairro do Abial. Foi em seu governo que começou a pesquisa petrolífera no município, sem resultado positivo.
Ao terminar o mandato, já com idade avançada, candidatou-se a vereador e foi eleito. A antiga praça Getúlio Vargas passou a chamar-se praça Túlio Azevedo pela Lei nº 207/88, de 17 de novembro de 1988, na gestão de Francisco Hélio Bessa; é descrita no livro como o principal centro de lazer da população de Tefé.
Fundado no meio do primeiro mandato, na confluência do igarapé Xidariním com o rio Tefé, onde já viviam muitas famílias vindas da Missão e de outros lugares. A erosão destruiu o terreno original e a escola foi transferida depois.
Levou escola pública a uma área ribeirinha da Ilha do Abial que ainda não tinha atendimento.
No primeiro mandato incentivou a produção de castanha, manteve a cidade limpa e ampliou a rede escolar, criando outras escolas.
Ampliou a oferta de ensino e reforçou a base extrativista da economia municipal no pós-guerra.
O Ministério da Aeronáutica, depois de abandonar o projeto de aeroporto na Ilha do Abial, procurou o prefeito Túlio Azevedo para obter, na área rural próxima à cidade, um lote de terras adequado à obra. A Prefeitura se responsabilizou também por abrir a estrada de acesso.
Definiu o local do que viria a ser o aeroporto de Tefé, inaugurado em dezembro de 1975 e considerado o mais importante do Alto Solimões.
Assumiu o compromisso de construir a estrada que daria acesso ao futuro aeroporto, chamada inicialmente de Estrada Municipal e traçada evitando os acidentes do terreno. No segundo mandato retomou a obra, que também servia ao campo experimental do Instituto Agronômico do Norte, instalado à margem dela. O desmatamento e a terraplanagem couberam aos engenheiros da COMARA.
Abriu a ligação por terra entre a cidade e o aeroporto — a via que hoje se chama Estrada dos Expedicionários.
Apoiou e administrou, junto com o SESP, a instalação da rede de distribuição de água da cidade: 5.552 metros lineares de tubos de ferro fundido de 2, 4 e 6 polegadas, 199 ligações domiciliares iniciais e várias torneiras públicas, alimentadas pelo poço construído em 1954. Em 1958 foi construída a caixa d'água fora da cidade.
Resolveu um problema de mais de duzentos anos: até então a população se abastecia em cacimbas dos igarapés e no lago. A água passou a ser fornecida duas horas pela manhã e duas à tarde.
Encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que, aprovado, tornou-se a Lei nº 251, de 6 de dezembro de 1957, criando o SAAE para administrar o fornecimento de água na cidade. O primeiro escritório funcionou na rua Olavo Bilac.
Deu ao município um órgão próprio para o abastecimento de água. O SAAE foi extinto em 1974 e recriado em 1996, voltando a operar em fevereiro de 2003.
Com o aumento da demanda, o Mercado Municipal tornara-se insuficiente para a venda de peixe, carne, verduras e frutas. O prefeito ampliou o prédio e construiu boxes para venda de frutas e cafezinho.
Ampliou a capacidade do principal ponto de abastecimento alimentar da cidade.
Construída com recursos financeiros do Estado, em terreno adquirido pelo governador Plínio Ramos Coelho junto à Prelazia de Tefé, e inaugurada em 1957, quando a escola foi transferida da praça Isidoro Praia, onde funcionava desde 1944.
Deu sede definitiva à primeira escola oficial do Estado no município.
Reformou o cemitério São José, reconstruindo os muros e ampliando a área.
Ampliou a capacidade do cemitério público do município.
Instalou na Estrada Municipal a primeira olaria mecanizada de Tefé, produzindo tijolos dos mais variados tipos e modelos.
Garantiu material de construção produzido localmente para as obras da cidade.
Construiu na Ilha do Abial a Escola Reunida Getúlio Vargas e abriu uma rua na ilha, dando início ao bairro do Abial.
Deu origem a um dos bairros de Tefé.
Aumentou a rede escolar municipal com novas escolas em localidades do interior do município e ajudou a escola de datilografia da Prelazia, pagando os professores.
Estendeu o ensino municipal às comunidades ribeirinhas.
Foi no governo desse prefeito que começou a pesquisa petrolífera em Tefé. O livro registra que a pesquisa não deu resultado positivo.
Primeira prospecção de petróleo realizada no município.