
Diretor-juiz
Victoriano Francisco da Rosa Lobo foi eleito Diretor-juiz da Vila de Ega — nome português dado a Tefé em 1759 — na eleição realizada em 1774, já sob o Diretório dos Índios, sistema criado pela Carta Régia de 5 de maio de 1757, que substituiu o poder temporal dos missionários por autoridades civis eleitas para mandato de dois anos. A eleição foi conduzida pelo Ouvidor Geral da Província Ribeiro de Sampaio, que veio à vila porque havia expirado o prazo do mandato anterior; a vila foi dividida em três seções eleitorais. Com ele foram eleitos o Principal Francisco Xavier de Mendonça, os conselheiros João da Silva, o capitão Braz da Silva e Jacinto Antônio, e o alferes Marcos de Araújo. Depois da posse, o Ouvidor instruiu os eleitos sobre como proceder nos casos de devassa.
O livro é severo com sua gestão: registra que "o diretor Victoriano demonstrou ser um péssimo administrador", que não seguiu as instruções do Ouvidor, que as casas dos índios continuaram sujas e as ruas foram tomadas pelo mato, que as roças se acabaram e a fome tomou conta da vila, restando apenas três pequenas ruas que se cortavam formando quarteirões. Foi esse quadro que levou o Ouvidor Geral a retornar a Ega em 1777 e a determinar, aos eleitos seguintes, um programa detalhado de obras e de limpeza urbana.